A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou o áudio do VAR que levou à expulsão de Neymar no jogo entre Santos e Bahia, realizado na Vila Belmiro. O árbitro Sávio Pereira Sampaio não presenciou a ação em campo, onde o atacante do Santos fez um gesto ao volante Rodrigo Nestor após o intervalo, mas foi alertado pela cabine de vídeo.
O desentendimento começou no primeiro tempo, quando Neymar se irritou com uma entrada mais dura de Nestor. Imagens mostraram o santista ofendendo o adversário e também empurrando o técnico do Bahia, Rogério Ceni. No segundo tempo, jogadores do Bahia reclamaram com o árbitro sobre o gesto de Neymar, levando Sávio a acionar o VAR para reavaliar a situação.
O diálogo no VAR e a “Lei Vini Jr.”
No VAR, o responsável Paulo Renato Moreira da Silva Coelho e a assistente Andrea Izaura Maffra Marcelino informaram Sávio sobre a conduta do atacante. Paulo disse: “Sávio, olha aí o Neymar está fazendo gracinha com o Nestor”, enquanto Andrea acrescentou: “Foi de novo. Tá colocando a mão na boca. O jogador tá apontando.”
A equipe de arbitragem decidiu expulsar Neymar com base na “Lei Vini Jr.”, norma da FIFA que prevê cartões vermelhos para jogadores que tapam a boca durante discussões para evitar ofensas. O assistente do VAR, Daniel Victor Costa Silva, lembrou que a infração só se aplica em contextos de atrito. Após a confirmação da cabine, Sávio decidiu expulsar Neymar dizendo: “Foi confusão. Ok, o jogador tapou a boca e foi confrontar o seu adversário. Decisão: cartão vermelho”.
Protesto e risco de gancho ampliado
Ao deixar o campo, Neymar manifestou inconformidade com a decisão da arbitragem e fez ameaças a Nestor, afirmando: “A gente estava na resenha ali no meio de campo, brincando, dando risada um com outro, daí fui falar com o Nestor, pô, tipo assim, eu errei mesmo de ter colocado a mão na boca, mas nem tinha falado nada e ele já tinha levantado a mão. É a maior safadeza do futebol. Mas eu vou pegar o Nestor ainda”.
Com a expulsão e o terceiro cartão amarelo recebido, Neymar ficará fora dos próximos dois jogos do Santos no Campeonato Brasileiro. A situação pode ser ainda mais complicada para o atacante: faltando seis rodadas para o término do torneio, ele deve ser indiciado e julgado pelo STJD, podendo enfrentar uma suspensão de até seis partidas, encerrando sua participação na competição de forma precoce.

