A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) está se mobilizando para trazer o Mundial de Clubes 2029 para o Brasil. Para isso, a entidade considera a Copa do Mundo Feminina, que ocorrerá entre 24 de junho e 25 de julho de 2027 no país, como um teste crucial para demonstrar a capacidade brasileira de sediar grandes eventos esportivos. A informação foi compartilhada por Bruno Costa, diretor de relações internacionais da CBF, durante a Confut Sudamericana.
“Estamos trabalhando para trazer o Mundial de Clubes de 2029 para o Brasil. A Copa do Mundo feminina será um grande teste para o Mundial de Clubes de 2029”, afirmou Bruno Costa.
A CBF vê a Copa do Mundo Feminina como uma oportunidade para mostrar que o Brasil está preparado para sediar competições de grande porte, após já ter recebido uma Copa do Mundo de Futebol masculino e os Jogos Olímpicos.
Preparação para o Mundial Feminino é prioridade
A preparação para o torneio de 2027 está no centro do planejamento da CBF. A entidade está investindo em ações para ampliar a estrutura e o desenvolvimento do futebol feminino no Brasil.
A CBF também considera a realização do torneio uma chance de conectar o futebol brasileiro a mercados internacionais, especialmente os Estados Unidos, que se tornarão parte importante dessa estratégia.
Para isso, um escritório da CBF foi inaugurado em Miami, com o objetivo de estreitar relacionamentos com mercados globais e aumentar a interlocução com parceiros internacionais. Bruno Costa lidera este escritório, que é o primeiro da confederação fora do Brasil.
“Estamos trabalhando muito no futebol feminino e utilizando nosso scout nos Estados Unidos. Tudo isso faz parte da estratégia de expansão”, explicou.
Miami: uma base estratégica
A escolha de Miami como sede do escritório da CBF está relacionada ao seu posicionamento estratégico nos Estados Unidos. O local fica próximo ao escritório da FIFA, o que facilita as interações com o futebol internacional.
“A CBF vê isso como uma embaixada do futebol brasileiro”, destacou Bruno, ressaltando a importância de estar presente fisicamente em mercados-chave para buscar novas oportunidades comerciais.
Internacionalização e desenvolvimento do futebol
A estratégia de internacionalização da CBF não se limita à busca de negócios, mas também visa a democratização do futebol brasileiro. “Precisamos encurtar distâncias e democratizar o acesso ao futebol”, afirmou Bruno, que destacou a importância de encontrar novos talentos para o esporte.
Estão em discussão projetos para a formação de jovens jogadores e a expansão da CBF School. A intenção é iniciar um projeto-piloto em 2026 e, posteriormente, transformá-lo em um trabalho contínuo.
Bruno enfatizou que é responsabilidade da CBF e dos clubes ampliar o acesso ao futebol, não apenas entre as elites, mas em diversas regiões do Brasil.
A aposta é que o trabalho iniciado hoje traga frutos no longo prazo, preparando o Brasil para o futuro no cenário do futebol internacional.

