A Federação Belga de Futebol (RBFA) anunciou, nesta segunda-feira, que não apoiará a candidatura de Gianni Infantino a um novo mandato na presidência da FIFA, citando falhas de governança e pedindo transparência em processos decisórios.
No comunicado, a RBFA informou que espera, conforme a UEFA, respostas claras sobre o processo relacionado ao projeto abandonado de criar uma empresa para gerenciar as receitas do Mundial e atrair investidores privados.
A federação também exigiu “total transparência e explicações claras” sobre o cartão vermelho aplicado ao internacional norte-americano Folarin Balogun durante o Mundial realizado nos Estados Unidos. Balogun foi expulso no jogo dos 16 avos de final contra a Bósnia-Herzegovina, mas teve a suspensão para a partida seguinte, contra a Bélgica, anulada após uma intervenção do então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, junto a Infantino.
“Dois meses após os acontecimentos, constatamos que as nossas perguntas permanecem sem resposta até hoje”, destacou a presidente da federação belga, Pascale Van Damme. Ela solicitou que o caso Balogun seja incluído na agenda da próxima reunião do Conselho da FIFA, marcada para 15 de outubro.
A federação belga se junta a outros organismos europeus, como Suécia, Escócia e Itália, que também expressaram reservas ou retiraram apoio a Infantino. O atual presidente da FIFA, que está no cargo desde 2016, confirmou no domingo sua intenção de concorrer a um novo mandato nas eleições previstas para março de 2027, sendo até o momento o único candidato formalmente declarado.
Gianni Infantino enfrenta críticas de diversos setores do futebol internacional, hispano por decisões marcadas pela falta de consulta prévia, especialmente sobre a tentativa de canalizar receitas das competições, incluindo o Mundial, para uma nova empresa comercial, sem consulta prévia às federações nacionais. Apesar do recuo ao abandonar o projeto, o clima de tensão em torno de sua continuidade à frente da FIFA permanece.

