Na última partida, o Avaí foi derrotado pelo Botafogo-SP por 2 a 0 na Ressacada, apesar de apresentar números que poderiam sugerir domínio. O Leão fez 28 finalizações, com oito delas no alvo, porém, apenas conseguiu criar duas chances claras de gol durante os 90 minutos da partida.
O time teve mais posse de bola e explorou o campo adversário, mas não teve a competência necessária para converter o volume de jogo em resultado. A atuação foi inconsistente, evidenciando uma pressão emocional crescente sobre a equipe.
Pelas laterais, Rildo e Douglas Teixeira tentaram construir jogadas pela esquerda, enquanto Wallison e Daniel Penha buscavam alternativas pela direita. No entanto, o Avaí parecia depender demais de lampejos individuais, sem conseguir transformar a presença ofensiva em oportunidades efetivas.
Entre as finalizações, Jean Lucas teve uma boa chance no primeiro tempo, mas no segundo tempo, Caio Suassuna, aos 19 anos, perdeu uma oportunidade clara, que poderia ter mudado o panorama do jogo. A pressão sobre os jovens atletas parece influenciar a confiança da equipe, que, mesmo apresentando bom desempenho em determinados momentos, não conseguiu finalizar com precisão.
Em contraste, o Botafogo-SP se mostrou mais cirúrgico. A equipe foi taticamente organizada, suportou a pressão e aproveitou as oportunidades, com Rafael Gava e Morelli se destacando. A eficácia dos paulistas ressaltou a diferença entre ocupar espaços e saber o que fazer quando a bola chega à área adversária.
A postura do Avaí preocupa; o time, que anteriormente se destacava pela intensidade e raça, parece ter perdido a pegada nas partidas recentes. A pressão na saída de bola e a marcação já não são respeitadas da mesma maneira, levando a uma sensação de abatimento mental entre os jogadores.
Embora Marquinhos Santos não seja o único responsável pela situação do clube, algumas decisões têm gerado questionamentos. A escolha de iniciar o jogo com Caio Suassuna e a opção por Hyan, em um momento crítico da competição, enquanto jogadores mais experientes como Felipe Vizeu e Gabriel Cipriano permaneciam no banco, merece ser discutida. A experiência pode ser crucial nesse tipo de situação.
A atuação do Avaí careceu de efetividade e incisividade, resultando em faltas chances claras de gol nos confrontos diretos que podem culminar em rebaixamento.
Próximos Desafios
O Leão agora enfrenta uma reta final complicada, com três jogos decisivos pela frente para buscar a reação. O próximo desafio é contra o Náutico, seguido de um confronto em casa contra o São Bernardo. O último jogo será fora, contra o América-MG, já rebaixado. O Avaí precisa urgentemente virar o cenário para evitar o rebaixamento.

