AFC apoia reeleição de Gianni Infantino, reforçando seu suporte após crises recentes
Após uma crise que abalou o futebol mundial, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, recebeu o apoio oficial da Confederação Asiática de Futebol (AFC) em sua busca pela reeleição. O xeque Salman bin Ibrahim Al Khalifa, presidente da AFC, declarou no Congresso Extraordinário da entidade, no último dia 23, que a solidariedade das confederações é fundamental para um futuro mais promissor no futebol.
Esse fortalecimento do apoio à Infantino surgiu em meio a uma oposição capitaneada pela UEFA, que contou com o apoio da Concacaf. As duas confederações se opuseram ao plano da FIFA Forward Enterprise, que envolve a venda de ações de competições da FIFA. Embora a UEFA e Concacaf não tenham poder de voto, suas manifestações têm grande peso.
Entidades de outras regiões, como América do Sul, África e Oceania, mantiveram-se ao lado de Infantino. É importante destacar que, apesar de uma articulação negativa, a divisão de opiniões nas confederações não foi absoluta. Por exemplo, enquanto a Nova Zelândia se alinhou à UEFA, algumas nações caribenhas se opuseram à Concacaf.
Gianni Infantino, que já havia recebido o apoio da Arábia Saudita e de outras nações asiáticas, expressou gratidão pela união e confiança demonstradas pelas associações do continente. Este apoio se reflete em um novo plano de repasse de recursos, onde a FIFA projeta distribuir US$ 6 bilhões (cerca de R$ 30,16 bilhões) para o desenvolvimento do futebol entre 2027 e 2030, mais do que o dobro do valor anterior.
O prazo para a inscrição de candidaturas para a presidência da FIFA é 28 de novembro. A eleição ocorrerá em 28 de março, em Rabat, Marrocos. Caso a eleição tenha apenas dois postulantes, será necessária a maioria simples entre os votos válidos. Contudo, se houver três ou mais candidatos, será necessário obter dois terços dos votos em um primeiro turno.

