A reta final da Série B do Campeonato Brasileiro foi marcada por intensas reclamações do Vila Nova em relação à arbitragem. Insatisfeito com decisões em jogos recentes, o clube se reuniu com membros da Comissão de Arbitragem da CBF, em um encontro mediado pela Federação Goiana de Futebol (FGF). Participaram da reunião o presidente do Vila Nova, Fábio Brasil, o vice-presidente Hugo Jorge Bravo e o presidente do Conselho Deliberativo, Leandro Bittar.
Entre as principais queixas do clube estão os acréscimos nas partidas contra Novorizontino e São Bernardo, onde o Vila Nova sofreu gols nos minutos finais. O ponto mais polêmico foi um possível pênalti não marcado em um lance do empate por 2 a 2 contra o Juventude, no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga, envolvendo um toque de bola no braço de um jogador gaúcho. Segundo a diretoria do Vila, a jogada merecia penalidade máxima.
Leandro Bittar avaliou positivamente a reunião em entrevista à Rádio Bandeirantes, valorizando a oportunidade de apresentar as reclamações do clube de forma direta. “Foi importante por ter a participação de todos eles. Então foi muito bom, porque a gente conseguiu explanar os nossos questionamentos e ter também deles uma resposta sobre o que a Comissão de Arbitragem entende”, ressaltou.
Sobre o lance contra o Juventude, Bittar comentou que a comissão avaliou como correta a decisão em campo, assim como a atuação do VAR, argumentando que o toque no braço foi considerado um movimento natural de disputa. No entanto, a diretoria do Vila Nova não concordou com essa interpretação.
“A gente discorda. A bola estava indo para dentro da área. Quando você olha a câmera por trás, o braço dele está um pouco mais descolado do corpo. Não está sendo tão natural como eles dizem”, afirmou o dirigente, reforçando a divergência em torno do julgamento do lance.
Bittar também comentou sobre a escolha do árbitro Bruno Arleu de Araújo, designado para apitar o duelo decisivo entre Vila Nova e Criciúma, marcado para sábado (7). O dirigente expressou satisfação com a escolha, ressaltando as dificuldades enfrentadas pela CBF na definição dos árbitros, para evitar vínculos diretos com as federações dos clubes envolvidos.
“Acho que o Bruno Arleu Araújo é um árbitro que fez uma boa partida. O último jogo que ele apitou foi do Atlético com o Fortaleza, e foi uma boa arbitragem. Espero que ele repita isso aqui no Onésio Brasileiro Alvarenga”, concluiu.

