O empate por 2 a 2 entre Vila Nova e Juventude, no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga, em Goiânia, segue gerando repercussão e polêmica. Neste domingo (1º), o Vila Nova emitiu uma nota oficial demonstrando sua indignação com a atuação da arbitragem e cobrando medidas da CBF. A principal queixa do clube envolve a não marcação de um pênalti no primeiro tempo, quando o placar ainda estava 0 a 0, o que poderia ter mudado a trajetória do jogo e colocado o Tigrão na liderança da Série B.
O lance contestado ocorreu dentro da área do Juventude, quando a bola, após tocar no pé do lateral Igor Cariús, atingiu o braço de um defensor da equipe gaúcha. O árbitro Rodrigo José Pereira de Lima, da FIFA, não assinalou a penalidade, que também foi revisada pelo árbitro de vídeo Emerson de Almeida Ferreira, que não recomendou a mudança na decisão. Para a diretoria e muitos torcedores do Vila, houve uma infração clara que deveria ter resultado em pênalti.
Na sua nota, o Vila Nova reconheceu os esforços da Comissão de Arbitragem da CBF para melhorar a qualidade do quadro de árbitros, mas destacou a necessidade URGENTE de uma reformulação profunda na arbitragem nacional. O clube evidenciou que a sequência de erros graves na arbitragem comprometeu o desempenho da equipe e a credibilidade da competição. “Nas últimas quatro partidas, o Vila Nova foi diretamente prejudicado por decisões da arbitragem que influenciaram os resultados dos jogos”, afirmou o clube.
Em relação ao jogo contra o Juventude, o Vila Nova reiterou seu descontentamento com a não marcação do pênalti e a atuação do VAR. O jogo, que terminou empatado em 2 a 2 com gols de Janderson e Dudu para o Vila e Lucas Alves e Alisson Safira para o Juventude, destacou novamente a insatisfação do clube com a arbitragem, que em sua visão falhou novamente em lances decisivos.
A diretoria também solicitou esclarecimentos formais e medidas eficazes da CBF para prevenir recorrências de situações similares nas fases decisivas da competição. “Exigimos respeito, transparência e igualdade de critérios, além de cobrarmos da Comissão de Arbitragem da CBF esclarecimentos e providências efetivas diante desses episódios”, afirmou a nota. A comunicação do clube terminou com uma cobrança clara: “Exigimos uma arbitragem justa, imparcial e à altura da importância do Campeonato Brasileiro”.
As críticas foram reforçadas pelo vice-presidente do Vila Nova, Hugo Jorge Bravo, que, em entrevista após o jogo, mostrou imagens do lance e acusou a arbitragem de prejudicar deliberadamente o clube. “Não precisamos ser árbitro para afirmar que aqui o Vila foi roubado”, declarou Bravo, visivelmente indignado. “Isso não é interpretativo. Isso aqui é prejudicar de forma deliberada”, completou.

