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Vasco defende realização de jogo contra Boca no Maracanã e alerta para prejuízos à imagem do Brasil e custos elevados com possível transferência

Clube argumenta que a realização do jogo no Maracanã é crucial para evitar danos à imagem do Brasil e custos elevados com a transferência da partida.

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Vasco defende realização de jogo contra Boca no Maracanã e alerta para prejuízos à imagem do Brasil e custos elevados com possível transferência

O Vasco apresentou manifestação no Superior Tribunal de Justiça (STJ) em resposta a um processo da concessionária Fla-Flu, que tenta anular a decisão da Justiça do Rio de Janeiro que autorizou a realização do jogo contra o Boca Juniors no Maracanã, marcado para o dia 20 de outubro, pela semifinal da CONMEBOL Sul-Americana.

Na defesa, o clube argumentou que a transferência da partida para outro local, possivelmente Assunção, traria danos à imagem do Brasil e da cidade do Rio, uma vez que já foram vendidos mais de 60 mil ingressos. O Vasco também ressaltou os altos custos que arcaria com essa mudança, conforme informado pela Conmebol.

“É indispensável considerar o dano reverso que poderá decorrer da própria suspensão: frustrar a realização da partida no estádio oficialmente confirmado, precipitar a transferência da sede pela Conmebol e expor o futebol brasileiro e o Rio de Janeiro a consequências institucionais e reputacionais que a decisão judicial vigente procurou expressamente evitar”, afirmou o clube em sua argumentação.

O Vasco também citou um trecho da decisão do desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto, que destacou a indefinição do local da partida e seu potencial para causar “dano à imagem do futebol brasileiro e da Cidade do Rio de Janeiro, diante da desorganização”.

Ademais, o clube enfatizou que o impacto negativo não seria restrito ao Vasco e seus torcedores, mas afetaria a percepção do futebol brasileiro internacionalmente, além de a situação envolver também a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FFERJ).

O Vasco também apontou que a Conmebol comunicou que todos os custos associados a uma possível transferência de local seriam de responsabilidade do clube carioca. “O Vasco da Gama permanecerá integralmente responsável pelos custos de organização e operação da partida e pelos gastos decorrentes de sua eventual transferência”, consta no documento da Conmebol.

Recentemente, a concessionária Fla-Flu interpôs nova ação no STJ para tentar impedir que o Vasco jogue no Maracanã, alegando que a realização da partida poderia abrir um “precedente perigoso” para que outros clubes solicitem a utilização do estádio.

O Flamengo e o Fluminense também se manifestaram, destacando que seria de “interesse público” evitar a realização do jogo, já que comprometeria um contrato complexo de concessão e as operações de equipamentos públicos, além da segurança dos eventos.

Em resposta, o Vasco rebateu, afirmando que a concessão de uso de bem público não confere à concessionária os direitos totais sobre os interesses públicos relacionados ao Complexo Maracanã. Além disso, a concessionária ressaltou que a venda dos ingressos torna a reversão da decisão mais complicada, afetando a ordem pública e gerando insegurança para os torcedores.

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