Andressa, goleira da Seleção Brasileira Sub-17, celebra o reencontro com amigas de infância na Copa do Mundo Feminina Sub-17, que está sendo realizada no Marrocos. Às vésperas do confronto contra a China, válido pelas quartas de final, a atleta divide o vestiário com jogadoras que conheceu no início da trajetória no futebol.
A carreira de Andressa começou por influência do irmão gêmeo, em uma escolinha de futsal na capital paulista. “Eu comecei na linha, mas um dia fui para o gol e nunca mais consegui sair. Era uma coisa de que eu gostava muito, porque era dinâmica”, afirmou. Além do futsal, ela jogava na escola, onde conheceu Gigi Pires, Pepê, Helena e Kaillany Ranifah, que a incentivaram a migrar para o futebol de campo.
O teste no Centro Olímpico foi decisivo e, apesar da paixão pelo futsal, Andressa optou por aceitar o convite. Ela se destacou e permaneceu no Centro Olímpico por quase cinco anos, até chegar ao São Paulo, onde jogou entre 2022 e 2026, passando pelas categorias de base do clube. Atualmente, Andressa estuda na Life Prep Academy, em Wichita, Kansas (EUA), e também defende o FC Wichita, um dos clubes de referência no desenvolvimento do futebol feminino de base nos Estados Unidos.
A volta a competir com antigas colegas no Mundial Sub-17 impactou Andressa. “É muito ‘doido’ porque a gente trabalhou juntas, construiu uma amizade. Hoje, algumas estão no São Paulo, outras no Corinthians, eu fui para fora e agora estamos todas aqui. Mostra que nosso trabalho foi árduo”, destacou.
Andressa contou que sempre teve o apoio da família em sua trajetória. Nascida em uma casa com sete irmãos, os pais e familiares se envolveram na rotina da atleta, garantindo que ela não faltasse aos treinos. “Tinha uma rede de apoio que foi muito importante. Eles nunca largaram minha mão”, comentou.
Desempenho e Expectativas na Copa do Mundo
A goleira já foi convocada sete vezes para a Seleção Brasileira, sendo a primeira convocação para a equipe Sub-15 em 2023. Apesar de não ter disputado o Sul-Americano Sub-17 em 2026, manteve-se em treinamento e aguarda a convocação final para o Mundial. “Foram dias de muita ansiedade e tensão. Quando voltei à Seleção, foi aquele sentimento de ‘ufa!’. A gente fica chateada quando não é convocada, mas continua trabalhando”, afirmou Andressa.
No Marrocos, a estrutura e o investimento no futebol feminino surpreenderam a atleta. “Quando cheguei aqui, acordei e pensei: ‘Meu Deus, estou no Marrocos!’. Era uma felicidade imensa. Fiquei impactada com o quanto o futebol feminino está evoluindo”, comentou.
À medida que se aproxima do jogo contra a China, Andressa enfatiza a importância da concentração. “A competição mostrou que não existe isso de camisa de seleção. Todo mundo vai entrar em campo e disputar de igual para igual”, avaliou. Ela espera que a equipe esteja unida e focada no próximo desafio, previsto para domingo (1º), às 15h (horário de Brasília), no Complexo de Futebol Mohammed VI em Salé.
“Temos que entrar para acabar com o jogo. Acredito que temos muita capacidade. Somos um time muito habilidoso e rápido. Precisamos entrar juntas, unidas, que com certeza vai dar certo”, conclui a goleira.

