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Mudança de Diniz desmonta o Corinthians, e Inter abre vantagem na Copa do Brasil

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Mudança de Diniz desmonta o Corinthians, e Inter abre vantagem na Copa do Brasil

O Corinthians deixou o Beira-Rio com uma derrota por 2 a 0 para o Internacional e uma missão bastante complicada nas oitavas de final da Copa do Brasil. Depois de um primeiro tempo equilibrado, Fernando Diniz decidiu tornar a equipe mais ofensiva na etapa final. A alteração, porém, retirou a sustentação do meio-campo e abriu os espaços aproveitados pelo time gaúcho.

Matheus Bahia e Alan Patrick marcaram os gols do Internacional, que agora pode até perder por um gol de diferença na partida de volta para avançar às quartas de final. O Corinthians precisa vencer por três gols de vantagem para conquistar a classificação no tempo normal. Um triunfo alvinegro por dois gols leva a decisão para os pênaltis.

Corinthians controla a posse, mas cria pouco

Fernando Diniz escalou o Corinthians com Raniele, André, Breno Bidon e Rodrigo Garro no meio-campo. A formação permitiu ao time trocar passes, controlar alguns períodos da partida e reduzir os espaços para as principais peças do Internacional.

O problema estava no último terço do campo. Sem Yuri Alberto, afastado por uma lesão na coxa direita, o Corinthians iniciou o confronto com Gui Negão no comando do ataque. O jovem teve dificuldades para receber em boas condições, enquanto Kaio César e Garro pouco conseguiram ameaçar o goleiro Matheus Cunha.

A posse de bola corintiana, portanto, não se transformou em chances claras. O time circulava a bola, mas encontrava dificuldades para acelerar as jogadas, ocupar a área e superar a marcação colorada. Ainda assim, o equilíbrio defensivo mantinha o confronto aberto.

Entrada de Lingard muda o cenário da partida

O ponto de ruptura aconteceu aos 11 minutos do segundo tempo. André deixou o gramado após receber atendimento médico, e Diniz escolheu Jesse Lingard para substituí-lo. Em vez de preservar a estrutura do meio-campo, o treinador colocou um jogador de características mais ofensivas. A tentativa de aproximar o Corinthians do gol adversário produziu o efeito contrário. Com menos proteção à frente da defesa, o time perdeu o controle territorial, deixou de recuperar a bola com rapidez e permitiu que o Internacional avançasse com mais liberdade.

Cinco minutos depois da mudança, Matheus Bahia aproveitou uma cobrança de escanteio e abriu o placar. Aos 21 minutos, Gustavo Henrique derrubou Bruno Gomes dentro da área. Alan Patrick cobrou o pênalti e ampliou a vantagem colorada. Em um intervalo curto, o Corinthians passou de uma atuação pouco produtiva, mas equilibrada, para uma derrota que compromete seriamente sua permanência na Copa do Brasil.

Falta de referência ofensiva pesa novamente

Além da desorganização provocada pela mudança, o Corinthians voltou a mostrar dependência de Yuri Alberto. Sem o centroavante, o time teve dificuldade para atacar a profundidade, pressionar a saída adversária e transformar cruzamentos em finalizações perigosas. As entradas de Pedro Raul, Allan e Matheus Pereira aumentaram o número de jogadores no campo ofensivo, mas não recuperaram a organização perdida. O Corinthians tentou pressionar nos minutos finais e obrigou Matheus Cunha a fazer algumas intervenções, porém não conseguiu marcar o gol que reduziria o prejuízo.

Diniz afirmou depois da partida que ainda acredita na virada e destacou a força do Corinthians atuando na Neo Química Arena. O treinador também reconheceu a dificuldade do cenário e cobrou trabalho para os 90 minutos restantes.

O que o Corinthians precisa fazer no jogo de volta

O Corinthians receberá o Internacional na quinta-feira, 6 de agosto, às 20h, em Itaquera. A equipe paulista terá de atacar, mas não poderá repetir a desorganização observada no Beira-Rio. Marcar um gol cedo pode mudar o ambiente da partida e aumentar a pressão sobre o Internacional. Ao mesmo tempo, sofrer um gol obrigaria o Corinthians a construir uma goleada para avançar. Por isso, Diniz precisará encontrar equilíbrio entre intensidade ofensiva e proteção defensiva.

O apoio da torcida será importante, mas a classificação dependerá principalmente de uma atuação mais eficiente. O Corinthians precisará acelerar a circulação da bola, ocupar melhor a área e evitar que a busca pelo resultado transforme o confronto em um jogo aberto, cenário favorável ao contra-ataque colorado.

A derrota no Beira-Rio não aconteceu apenas pela qualidade do Internacional. As escolhas feitas durante o segundo tempo também tiveram peso decisivo. Ao trocar equilíbrio por presença ofensiva, Fernando Diniz abriu o Corinthians e facilitou o crescimento do adversário. Agora, o atual campeão da Copa do Brasil terá de produzir uma de suas melhores atuações na temporada para seguir vivo. A virada ainda é possível, mas exigirá organização, eficiência e um nível de controle que desapareceu justamente no momento mais importante do jogo de ida.

Camila Pessanha

Redatora Esportiva I Diretora de Comunicação & Marketing | Branding & Reputation I PR

Torcedora do Sport Club Corinthians Paulista

Profissional de Comunicação e Marketing, com atuação em branding, MKT Digital, reputação e relações públicas. Apaixonada por futebol, boas histórias e pelos bastidores que ajudam a explicar o que acontece dentro das quatro linhas. Corinthiana desde sempre, porque corinthiano não vira, nasce. No Futebol News, escrevo com olhar crítico, bom humor e atenção a tudo o que movimenta o futebol dentro e fora de campo.

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