O técnico Lisca expressou sua preocupação com a perda de identidade do futebol gaúcho em recente entrevista ao programa Fórum Esportivo. Ele destacou a presença de 18 jogadores estrangeiros no último clássico Gre-Nal, o que, segundo ele, representa uma significativa mudança no perfil dos elencos do Internacional e do Grêmio.
Lisca, que já comandou o Internacional em 2016, lembrou que o futebol gaúcho sempre foi conhecido pela competitividade e pela presença de jogadores brasileiros que contribuíam para a qualidade técnica das equipes. “A gente perdeu um pouco a nossa identidade, né? O futebol gaúcho sempre foi competitivo, de muita imposição, mas com qualidade técnica. Sempre jogou bola também”, afirmou.
Equipes históricas e a tradição do futebol gaúcho
Na avaliação de Lisca, as equipes históricas de Internacional e Grêmio ajudaram a moldar o futebol gaúcho. Ele fez referências ao Internacional da década de 1970, tricampeão brasileiro, e ao Grêmio de Felipão, que conquistou muitos títulos importantes. “Se você pegar os times do Inter da década de 70, ali com Falcão, Figueroa, foi tricampeão brasileiro. Depois, o time do Grêmio com Felipão se destacou também”, lembrou.
O treinador ressaltou que tanto o Internacional quanto o Grêmio sempre funcionaram como vitrines para jogadores brasileiros, influenciando o futebol nacional e internacional com seus talentos.
Surpresa com o número de estrangeiros no Gre-Nal
Durante a análise, Lisca se mostrou surpreso com a quantidade de atletas estrangeiros que participaram do último Gre-Nal. “Só para ter uma ideia, no último Gre-Nal tinham 18 estrangeiros jogando”, comentou. O apresentador João Victor Amorim brincou: “Ninguém falava português no vestiário.”
Lisca enfatizou que o número de 18 não incluía os integrantes das comissões técnicas, o que mostra uma transformação no perfil dos elencos gaúchos, tradicionalmente compostos por jogadores do futebol brasileiro.
Experiência de Lisca no futebol brasileiro
Lisca possui uma vasta experiência em diferentes clubes do futebol brasileiro, conhecendo bem o ambiente do futebol gaúcho. Além do Internacional, ele também comandou o Juventude, além de passagens por clubes como Náutico, Sport, Ceará e Santos. Seu trabalho mais recente foi no Botafogo-PB, em 2026, onde dirigiu a equipe em 17 partidas.

