Principais ligas da Europa pressionam por saída de Infantino e reformas na Fifa
25 set
2026
– 11h43
(atualizado às 11h43)
As principais ligas europeias emitiram um comunicado conjunto exigindo reformas profundas na FIFA e a renúncia do presidente Gianni Infantino. Ele é acusado de promover iniciativas abusivas e decisões unilaterais que afetam o calendário esportivo.
O movimento, fortalecido pela European Leagues, surgiu após a FIFA tentar comercializar parte de seus direitos comerciais, reivindicando maior participação de clubes e competições nacionais nas decisões que impactam o futebol e buscam conter interferências políticas na gestão da entidade.
O comunicado, divulgado nesta sexta-feira (25), destaca a necessidade de uma reformulação na maneira como a FIFA toma decisões e interage com os setores do futebol. O principal objetivo é ampliar a presença dos clubes e competições nacionais nas discussões que influenciam o calendário e a organização do esporte.
Além disso, o grupo exige a saída de Infantino, afirmando que “os fundamentos históricos do futebol” estão ameaçados sob sua liderança. O texto critica a atuação do presidente da FIFA, que, segundo eles, promove iniciativas em vez de proteger o esporte. Apesar de Infantino ter reconhecido a necessidade de reformas, o documento ressalta que mudanças superficiais não são suficientes, sendo fundamentais reformas profundas para estabelecer limites claros na gestão da entidade e garantir proteção contra interferências políticas em questões disciplinares.
A pressão por mudanças se intensificou especialmente após a proposta da FIFA de alterar seu modelo comercial, que incluía a venda de uma participação em seus direitos comerciais, como as receitas da Copa do Mundo. Diante da reação adversa, a FIFA recuou, e Infantino afirmou estar aberto ao diálogo sobre as reformas necessárias.
Enquanto isso, a discussão sobre uma nova estrutura de poder se destaca entre as entidades europeias. A European Leagues, que reúne as principais ligas do continente e já possui experiência em participar das decisões estruturais da UEFA, é um dos principais grupos envolvidos neste debate sobre o futuro da administração do futebol europeu.
O texto enfatiza que, embora aproximadamente 1% dos jogadores profissionais participem do Mundial, as decisões unilaterais da FIFA muitas vezes não envolvem aqueles que mais são afetados.



