O vice-presidente do Vila Nova, Hugo Jorge Bravo, criticou duramente a arbitragem após o empate por 2 a 2 com o Juventude, no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga, pela 36ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Bravo acusou a equipe de arbitragem de prejudicar o clube ao não marcar um pênalti no primeiro tempo, o que impediu o Vila Nova de assumir a liderança da competição, embora tenha liderado o placar em duas ocasiões durante o jogo.
“Não precisamos ser árbitro para falar que o Vila foi roubado. Com um recurso audiovisual, não pode fazer isso”, disse Bravo em entrevista coletiva, apresentando um vídeo que mostrava a bola tocando no braço de um jogador do Juventude dentro da área após um toque em um atleta do Vila Nova. Para ele, o lance era claro e deveria ter resultado em penalidade máxima.
O árbitro principal da partida foi Rodrigo José Pereira de Lima, representante da Federação Pernambucana de Futebol e integrante do quadro da FIFA. O VAR, comandado por Emerson de Almeida Ferreira, não recomendou a revisão do lance, mantendo a decisão de não marcar o pênalti. Bravo enfatizou que a presença de tecnologia torna a decisão ainda mais difícil de aceitar. “Isso aqui não pode ser admitido”, afirmou.
Além do lance controverso, o dirigente também expressou sua insatisfação com outras decisões de arbitragem que, segundo ele, têm prejudicado o Vila Nova nas últimas rodadas, como um pênalti não assinalado em um jogo contra o Náutico. “Esse aqui é o quarto jogo seguido. Estamos sendo prejudicados”, lamentou.
Apesar de reconhecer o trabalho da Comissão de Arbitragem da CBF, Bravo afirmou que os problemas persistem, mesmo com investimentos em tecnologia. Segundo ele, a arbitragem brasileira precisa de mudanças profundas e foi incisivo ao declarar: “Isso aqui não é interpretativo. É prejudicar de forma deliberada”.
O vice-presidente também expressou sua preocupação com a possibilidade de punições disciplinares por suas declarações, mas reafirmou a necessidade de não permanecer em silêncio diante da injustiça que acredita haver contra o Vila Nova. “Isso aqui tá vergonhoso, tá ridículo, tá matando o futebol”, criticou.
Dentro de campo, o Vila Nova abriu o placar aos nove minutos do segundo tempo com um gol de Janderson. Após um cartão vermelho direto ao volante João Vieira, o Juventude empatou com Lucas Alves, mas Dudu voltou a colocar o Vila em vantagem. O empate foi definido por Alisson Safira, aumentando a frustração dos torcedores e dirigentes colorados.
Com o resultado, o Vila Nova chegou a 63 pontos e permanece na terceira colocação da Série B. O Juventude agora lidera com 65 pontos. O Vila ainda tem dois compromissos na fase de classificação: contra o Criciúma, em 7 de novembro, e o Fortaleza, em 14 de novembro. O clube busca reverter a situação, após três partidas consecutivas sem vitória.

