Kozo Tashima, presidente honorário da Associação de Futebol do Japão (JFA), anunciou oficialmente sua candidatura à presidência da FIFA, desafiando o atual presidente, Gianni Infantino. Essa movimentação é considerada uma das mais significativas no cenário do futebol global e ocorre enquanto Tashima busca apoio estratégico da UEFA, que está insatisfeita com a gestão de Infantino desde que ele assumiu a presidência em 2016.
Um novo concorrente para Infantino
Tashima é o segundo candidato a se manifestar publicamente antes do prazo decisivo de 18 de novembro, seguindo o ex-zagueiro do Tottenham, Ramon Vega. Diferentemente de Vega, que enfrenta desafios para conseguir as cinco indicações necessárias, Tashima é uma figura respeitada no futebol e deve encontrar menos dificuldades para conseguir apoio.
Visão para o futuro da FIFA
Em entrevista ao Sports Nippon, Tashima compartilhou sua visão para a organização: “Sou grato por poder fazer este anúncio com o apoio integral da Associação Japonesa de Futebol. Não se trata de vencer ou perder, mas de transmitir ao mundo a postura honesta e íntegra que o futebol japonês construiu.” O dirigente destacou a necessidade de maior transparência nas decisões da FIFA e a importância de um equilíbrio na gestão entre todas as 211 federações filiadas.
Desafios ao atual modelo de gestão
Tashima critica o modelo atual de gestão, que considera falho por decisões serem tomadas por um pequeno grupo de dirigentes. Ele argumenta que um debate amplo sobre a distribuição de recursos é essencial e que todos os membros da FIFA devem participar desse processo. “Precisamos fazer com que a FIFA volte a ser justa e imparcial”, afirmou.
Suporte da UEFA e infraestrutura de alianças
A candidatura de Tashima é vista como parte de uma estratégia da UEFA para encontrar uma alternativa viável à gestão de Infantino. Dirigentes europeus estão em busca de unificar as confederações contra Infantino, acreditando que um candidato não europeu poderia conquistar votos de federações que se sentem distantes do controle europeu.
Divisões na Ásia
A entrada de Tashima na corrida pode dividir os votos na Confederação Asiática de Futebol (AFC), onde o atual presidente, Sheikh Salman bin Ibrahim al-Khalifa, declarou apoio a Infantino, embora anteriormente tenha demonstrado apoiar a oposição. A candidatura de Tashima não apenas oferece uma nova opção, mas também pode fragmentar o apoio tradicional à gestão atual.
Infantino, por sua vez, continua a contar com forte suporte em regiões como América do Sul, África e parte do Oriente Médio, especialmente de países influentes como Catar e Arábia Saudita. Para garantir sua reeleição, ele precisará de 106 votos. A inclusão de Tashima promete tornar a disputa na eleição em Rabat muito mais acirrada.

