O jogo entre Uberlândia e Mamoré, pela semifinal da Segunda Divisão do Campeonato Mineiro Sub-20, ficou marcado por uma confusão sem precedentes. A partida, ocorrida no Parque do Sabiá, resultou em 53 expulsões – sendo 43 jogadores, oito membros das comissões técnicas e dois dirigentes.
O caos se instaurou após uma briga generalizada, que começou nos acréscimos do segundo tempo, levando a maior parte dos cartões vermelhos. O Mamoré venceu o jogo por 3 a 1, e na comemoração do terceiro gol, o jogador Davi fez gestos provocativos, disparando palavras ofensivas aos torcedores e jogadores do Uberlândia, o que exacerbou a situação.
A súmula do árbitro Fernando Patrick descreveu que “50 pessoas foram expulsas na confusão” e destacava que a maioria das expulsões foi resultado de socos e pontapés durante o tumulto. No total, 24 jogadores do Uberlândia e 29 do Mamoré foram expulsos, batendo o recorde mundial de cartões vermelhos, que anteriormente era de 36, em um jogo da quinta divisão da Argentina.
Dirigentes Sob Ameaça
Os dirigentes Willer Francisco Silva e André Luiz Nascimento, do Uberlândia, também não escaparam das expulsões, recebendo cartões vermelhos após xingar e ameaçar o árbitro. Willer Silva, em meio ao tumulto, lançou ameaças explícitas, prometendo represálias aos árbitros. Um boletim de ocorrência foi registrado em função das intimidações.
Outras Expulsões
A partida também contou com expulsões de jogadores devido a faltas durante a partida, como Luike, do Uberlândia, que recebeu seu segundo cartão amarelo, e o goleiro João Henrique, do Mamoré, que também foi expulso após reclamações excessivas.
Lista de Expulsos
Jogadores do Uberlândia:
Luike Santos, Neto Cardoso, Santiago Novellino, Pedro Marques, Lucas Caixeta, e outros.
Jogadores do Mamoré:
João Vieira, Davi Bittencourt, Pedro Silva, e outros.
Comissões Técnicas:
Uberlândia: Paulo Sérgio, Marcelo Ferreira e outros.
Mamoré: Vinicius Chaves, Francisco Domingues e outros.
Ocorrências Adicionais
A súmula do árbitro também relata a pressão e hostilidade que a equipe de arbitragem sofreu durante a partida, com invasão de campo pelos dirigentes do Uberlândia, que continuaram a ameaçar os árbitros mesmo após as expulsões.
Foi observado que a partida ficou paralisada por 40 minutos devido à insistência dos dirigentes em reverter decisões de expulsão. Após a confirmação de segurança, o jogo foi reiniciado, mas a situação tensa persistiu até a briga generalizada que culminou no encerramento antecipado da partida.

