Há 85 anos, mulheres eram proibidas de jogar futebol no Brasil. Em 1941, um decreto vetou a prática de esportes considerados “incompatíveis com a natureza feminina”, e o futebol ficou proibido até 1979.
Desde então, a realidade mudou drasticamente. O futebol feminino passou a ganhar espaço em competições oficiais, com clubes profissionais, campeonatos nacionais e uma maior presença na Seleção Brasileira.
Mundial na China
A trajetória do futebol feminino no Brasil começou a se consolidar em 1988, quando o país participou do torneio internacional que antecedeu a primeira Copa do Mundo Feminina. Três anos depois, a Seleção Brasileira disputou o Mundial pela primeira vez, na China. Desde então, o futebol feminino brasileiro tem se destacado, revelando jogadoras que ampliaram a visibilidade da modalidade, como a icônica Marta.
Marta
A alagoana tornou-se um dos maiores nomes da história do futebol feminino mundial. Eleita seis vezes a melhor jogadora do mundo pela FIFA, Marta também é a maior artilheira da história das Copas do Mundo, com 17 gols. Jogadoras como Formiga e Cristiane também marcaram gerações na Seleção, ajudando a projetar o futebol feminino brasileiro.
Cenário internacional
Um dos principais marcos dessa evolução será a Copa do Mundo de 2027, que será realizada no Brasil. Este torneio ocorrerá entre 24 de junho e 25 de julho, com a participação de 32 seleções. A Espanha chega como a atual campeã mundial. No âmbito dos clubes, o Corinthians se destaca como um dos principais nomes do continente, sendo o atual campeão brasileiro e detentor de seis títulos da Copa Libertadores Feminina.
Políticas públicas
A mudança também se reflete nas políticas públicas. Uma lei recentemente sancionada pelo presidente Lula estabelece o desenvolvimento do futebol feminino como prioridade e prevê ações para ampliar oportunidades, melhorar as condições nas categorias de base, incentivar a igualdade e proteger a saúde e a integridade das atletas. A Copa de 2027 promete ser um capítulo importante nessa nova fase.

