A Fifa anunciou a punição ao Egito em decorrência de protestos contra a arbitragem durante o duelo com a Argentina na Copa do Mundo. O técnico Hossam Hassan e seu irmão, Ibrahim, diretor da seleção, foram suspensos por três jogos. O atacante Mostafa Zico enfrentará uma pena de cinco partidas.
Hossam Hassan, em uma clara demonstração de descontentamento, cruzou os braços diante das câmeras para questionar a anulação de um gol de Zico, além de criticar a arbitragem, que, segundo ele, sempre favorece os adversários. Na coletiva após o jogo, ele chegou a afirmar: “A taça está direcionada para a Argentina”.
No confronto das oitavas de final, após abrir 2 a 0 com gols de Ibrahim e Zico, o Egito foi derrotado por 3 a 2, com Enzo Fernández garantindo a vitória da Argentina nos acréscimos. Romero e Messi também marcaram para os sul-americanos.
A principal reclamação do Egito refere-se ao gol anulado de Zico aos 13 minutos do segundo tempo. O árbitro francês François Letexier, após consultar o VAR, invalidou a jogada alegando falta de Attia em Lisandro Martínez.
O Egito apresentou uma queixa formal à Fifa, argumentando que a falta foi leve e que o VAR não deveria ter interferido na decisão. Zico, insatisfeito com a situação, ofendeu o árbitro e acabou penalizado com cinco jogos de suspensão, de acordo com o Comitê de Disciplina da Fifa.
A Federação Egípcia de Futebol planeja recorrer das punições aplicadas a seu treinador e ao atacante, na esperança de reduzir as sanções.

