A FIFA estabeleceu a pausa para hidratação (ou cooling break) como medida obrigatória, visando a saúde dos atletas, especialmente em resposta ao aumento das temperaturas globais e aos riscos crescentes de estresse térmico durante as competições. Essa decisão foi tomada em decorrência do alerta de que 14 das 16 sedes da Copa do Mundo de 2026, que começa nesta quinta-feira (11), podem registrar calor em níveis perigosos, impactando diretamente o desempenho dos jogadores.
Critério técnico das pausas
A pausa para hidratação é fundamentada no índice WBGT (Wet-Bulb Globe Temperature), que combina temperatura do ar, umidade, velocidade do vento e radiação solar para avaliar o estresse térmico. Estudos realizados durante o Mundial de Clubes de 2025 mostraram que o desempenho físico dos jogadores começa a cair significativamente já com temperaturas acima de 28°C de WBGT, reduzindo tanto a distância percorrida quanto a intensidade das corridas.
Segundo as normas em vigor, as pausas de três minutos em cada tempo se tornam obrigatórias quando o WBGT atinge ou supera os 32°C. Anteriormente, houve movimentos de atletas e da comunidade científica que pediam normas mais rígidas para a proteção dos jogadores.
Prevenção de riscos fatais
O golpe de calor (EHS) é uma das principais preocupações das autoridades de saúde. Essa condição ocorre quando o corpo perde a capacidade de regular sua temperatura, apresentando uma taxa de mortalidade de até 33% quando associada à hipotensão. Para prevenir essa situação, o protocolo da FIFA agora também inclui o uso de toalhas imersas em gelo e bancos de reservas climatizados, além das pausas para hidratação.
Com as mudanças climáticas em evidência, especialistas sugerem que a duração das pausas seja ampliada para seis minutos, de modo a garantir que a temperatura central dos atletas se mantenha em níveis seguros durante toda a competição.

