O jornalista Silvio Barsetti, membro da equipe de comunicação da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), faleceu nesta terça-feira aos 61 anos em decorrência de um câncer de pele, conforme informações divulgadas pela entidade.
Em homenagem ao profissional, será respeitado um minuto de silêncio antes da partida entre Brasil e Argentina, que está agendada para hoje. Diversas entidades, incluindo o Comitê Olímpico do Brasil (COB), além de veículos de imprensa como O Globo, Estadão e Lance!, manifestaram suas condolências.
Ainda não foram divulgadas informações sobre velório e enterro do jornalista. O diretor de Comunicação da CBF, Fabio Seixas, expressou profundo pesar pela perda do colega, destacando sua grande contribuição ao futebol brasileiro.
Jornalista “primoroso, divertido e perspicaz”
Fabio Seixas definiu Silvio Barsetti como um jornalista “primoroso, divertido, ácido e perspicaz”, além de um grande companheiro de trabalho. Ele ressaltou que Barsetti fez história em importantes veículos de comunicação antes de se unir à CBF.
Barsetti estava ativo até a semana passada, buscando contribuir e oferecendo seu talento à equipe. Seixas afirmou que todos aprenderam muito com ele e que foi uma honra conviver com ele.
Trajetória marcada por grandes veículos
Silvio Barsetti iniciou sua carreira no jornalismo em 1988, acumulando quase quatro décadas de experiência. Atuou em importantes veículos, como Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e O Dia, e esteve no Estadão de 1995 a 2015, cobrindo esportes por duas décadas. O jornalista também foi colunista do portal Terra.
Autor de livros e furo histórico
Além de seu trabalho no jornalismo diário, Barsetti escreveu livros como “A Farra dos Guardanapos” e “O Outro Lado do Poder”, e participou da pesquisa do livro “Vinicius de Moraes: o poeta da paixão”, de José Castello.
Um de seus maiores furos de reportagem foi a divulgação de que o Morumbi não receberia jogos da Copa do Mundo de 2014, antecipando a construção da nova arena em Itaquera, que se tornou a Neo Química Arena.

