Euller, ídolo marcante de Vasco e Palmeiras, analisou o confronto entre os dois clubes na semifinal da Copa do Brasil, a ser decidido neste domingo (8). Em uma entrevista, o ex-atacante destacou a trajetória que viveu em ambos os lados e os desafios enfrentados por eles ao longo dos anos.
Transferência do Palmeiras para o Vasco
No meio da temporada de 2000, Euller deixou o Palmeiras, onde conquistou a Libertadores, para se juntar ao Vasco. O desejo do presidente Eurico Miranda facilitou a negociação, que envolveu uma cláusula de retorno ao Verdão. O desejo de atuar ao lado do craque Romário também pesou na decisão do jogador.
“Era um sonho meu jogar ao lado do Romário. Eu tive algumas propostas para sair do país, mas quando surgiu a oferta do Vasco, não pensei duas vezes,” explicou Euller.
Embora a negociação previsse que ele retornaria ao Palmeiras para a Libertadores de 2001, isso não se concretizou devido a complicações administrativas. “O Eurico Miranda me chamou e rasgou o contrato na minha frente, me dizendo que eu não voltaria para o Palmeiras,” relatou.
Favorito na Copa do Brasil
Euller apontou o Palmeiras como o favorito para avançar às finais, devido à vantagem de um gol construída na partida de ida e à qualidade de seu elenco. Contudo, ele acredita que o Vasco, contando com o apoio da torcida em São Januário, tem chances de reverter a situação. “Um gol é fácil de reverter, especialmente em um jogo aberto,” disse o ex-atacante.
Diferenças nas gestões no século
Os dois clubes trilharam caminhos divergentes após rebaixamentos à Série B. O Palmeiras, sob as gestões de Paulo Nobre, Maurício Galiotte e Leila Pereira, se reestruturou financeiramente e solidificou sua posição como uma das principais forças do futebol brasileiro.
Por outro lado, o Vasco teve um rebaixamento em 2020, enfrentou dificuldades financeiras e passou por uma transformação em Sociedade Anônima do Futebol (SAF), culminando na transferência de 90% do controle para o grupo Almirante, liderado por Marcos Lamacchia.
Sobre as gestões, Euller afirmou: “O Palmeiras soube administrar melhor seus momentos difíceis. O futebol de alto nível se faz com dinheiro; a administração do Palmeiras foi mais estruturada e fez escolhas melhores na construção do elenco.” Ele destacou ainda a continuidade de Abel Ferreira como treinador, contrastando com a alta rotatividade de técnicos em outros clubes.

