Diego Ziegg, diretor do Clube do Remo, revela os desafios da equipe na Série A do Campeonato Brasileiro.
Em 2026, a rotina de Diego Ziegg mudou ao se transferir para o Remo, um clube que retornou à elite do futebol brasileiro após 32 anos. A nova realidade inclui grandes distâncias, um clima quente e um orçamento reduzido em comparação a muitos adversários na competição.
Para enfrentar o desgaste das longas viagens, o Remo utiliza voos fretados, que ajudam a minimizar o cansaço dos atletas. “O desgaste é muito grande, mas o voo fretado minimiza um pouco o cansaço dos atletas e dá mais tempo para treinamento”, explica Ziegg. Em competições como o Campeonato Paraense, a equipe chegou a viajar de barco, passando oito horas navegando antes de uma partida, algo que ilustra os desafios logísticos enfrentados pelo clube.
Diego comentou ainda sobre a adaptação ao clima de Belém, que possui temperaturas significativamente mais altas do que as que estava acostumado no Rio Grande do Sul. “É um calor extremo. Às 6h já tem sol e você acorda com 28 graus. É muito quente mesmo”, relata. Isso implica uma mudança nos horários dos treinamentos, que geralmente ocorrem no fim da tarde. Contudo, ele acredita que o clima poderá beneficiar o Remo quando jogar em casa, pois os adversários podem sentir o cansaço.
Formação e paixão pelo futebol no Pará
A experiência de Diego em Belém também trouxe uma nova perspectiva sobre a formação de jogadores. Ele destacou que as escolinhas locais têm forte ligação com os principais clubes da capital, como Remo, Paysandu e Tuna Luso. A relação da população com o futebol é intensa, existindo grande público nas arquibancadas durante as partidas importantes.
Orçamento limitado na competição
Em relação ao investimento, o Remo possui um dos menores orçamentos da Série A, com uma folha salarial de aproximadamente R$ 5,9 milhões, enfrentando clubes que gastam até seis vezes mais. Apesar disso, o Remo conseguiu conquistar pontos importantes contra equipes tradicionais, incluindo Internacional e Grêmio.
Reconstrução do elenco e planejamento financeiro
Durante a temporada, o clube passou por uma reforma no elenco, com cerca de 20 jogares saindo e novos atletas sendo contratados. O desafio de montar uma equipe competitiva sem comprometer o orçamento é uma prioridade. “Não tinha tempo só para treinar. Tínhamos que jogar, treinar e remontar a equipe”, explica Ziegg.
Além disso, a responsabilidade financeira é uma prioridade. O Remo tem mantido seus compromissos em dia, apesar dos altos custos logísticos, que giram em torno de R$ 1,5 milhão por mês com viagens e hospedagens.
Busca pela permanência na Série A
Para Diego, o foco do Remo é permanecer na elite do futebol brasileiro. O primeiro objetivo é evitar a zona de rebaixamento, mas uma boa sequência de resultados pode permitir que o clube mire posições mais altas. “Sempre digo que o que vale é a 38ª rodada. Se ficarmos fora da zona de rebaixamento será praticamente um título”, conclui.


