O futebol asiático enfrenta uma grave crise de confiança após a surpreendente decisão da Confederação Asiática de Futebol (AFC) de apoiar a reeleição de Gianni Infantino como presidente da FIFA. Essa mudança gerou divisões internas e levou à renúncia de Takeshi Okada, vice-presidente da Associação Japonesa de Futebol (JFA), que criticou as recentes ações relacionadas à Copa do Mundo.
No congresso extraordinário realizado em Tóquio, o presidente da AFC, Sheikh Salman bin Ibrahim Al Khalifa, anunciou o apoio da confederação à campanha de Infantino, gerando forte oposição do Japão, país anfitrião. Okada, ao divulgar sua renúncia, enfatizou que o futebol deve representar integridade e valores sociais, e as ações da FIFA contrariavam suas crenças pessoais.
A insatisfação também foi evidente na Federação Jordana de Futebol, onde o presidente, Príncipe Ali bin Hussein, acusou a FIFA de “extorsão” por reter o prêmio em dinheiro da seleção nacional. Ele afirmou que a FIFA ofereceu ajuda em troca de apoio público a Infantino e criticou o congresso da AFC, classificando-o como um evento “puramente político”. A AFC negou as alegações e encaminhou o caso às autoridades judiciais para medidas disciplinares.
Para garantir sua reeleição em março de 2027, Infantino busca alcançar 106 votos de um total de 211 federações filiadas. Atualmente, ele conta com o apoio de aproximadamente 116 federações, mas enfrenta a oposição de cerca de 91, lideradas pela UEFA.

