Número de fãs de futebol nos Estados Unidos aumenta após a Copa do Mundo
Uma pesquisa recente revela que o número de americanos que se consideram fãs de futebol cresceu significativamente após a Copa do Mundo masculina, realizada no país. De acordo com a pesquisa da Morning Consult encomendada pela Bloomberg, 46% dos entrevistados afirmaram ser fãs de futebol em setembro, um aumento de 10 pontos percentuais em relação a dois meses após o torneio.
O aumento de popularidade do futebol nos EUA foi observado em várias faixas etárias, com destaque para a Geração Z, que teve um crescimento de 16 pontos percentuais, mostrando um interesse crescente entre os jovens. Essa mudança torna o futebol mais popular que a NHL (liga de hóquei no gelo), ficando apenas atrás do basquete universitário.
A era moderna do futebol nos EUA começou após a Copa do Mundo de 1994, e a Major League Soccer (MLS) tem crescido consideravelmente desde então, passando de 10 para 30 franquias ao longo dos anos. Com a Copa do Mundo deste verão, a MLS reporta um aumento nas vendas de ingressos e na audiência, além de quase 6 milhões de novos seguidores nas redes sociais desde o término do torneio.
Camilo Durana, diretor de negócios da MLS, afirmou que a Copa do Mundo atua como um verdadeiro catalisador, gerando um aumento do interesse pelo futebol, especialmente entre as crianças, refletido em um crescimento de 40% na participação em programas de futebol juvenil em relação ao ano anterior.
Apesar dos dados positivos, a pesquisa também revelou uma divisão geracional no interesse pelo futebol. Enquanto 61% da Geração Z se identifica como fã assíduo ou ocasional do esporte, mais da metade dos baby boomers não se sentiu atraída pelo torneio, com um quarto dos entrevistados dessa faixa etária afirmando que a Copa do Mundo não despertou seu interesse pelo futebol.
A final da Copa do Mundo, que atraiu mais de 62 milhões de espectadores nos Estados Unidos, reforçou a ideia de que o evento não apenas atraiu audiência, mas revelou uma base de fãs em potencial. Contudo, 38% dos entrevistados confessaram que não acompanharam o torneio de nenhuma forma.

