No dia 5 de outubro, entrou em vigor a Medida Provisória 1.394/2026, que encerrou as operações das Bets no Brasil. A decisão impactou diretamente 14 clubes da Série A e 11 da Série B do Campeonato Brasileiro, que perderam seus patrocínios master. Essa mudança pode gerar um rombo significativo nas contas dessas agremiações, já que havia planejamentos financeiros baseados nessas receitas.
Os clubes da Série A, liderados por Flamengo e Corinthians, já tomaram medidas legais para contestar essa situação, mas ainda não há uma decisão definida sobre o tema.
Nos bastidores, dirigentes do Corinthians, em articulação com o PT, buscaram a ajuda do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, para negociar a dívida do clube com a Caixa Econômica Federal, que é de aproximadamente R$ 642 milhões, conforme os balanços financeiros mais recentes.
As negociações envolvem a possibilidade de abater a dívida por meio da cessão dos naming rights da Neo Química Arena por um período de 15 anos. Informações indicam que, na próxima quinta-feira, 22, o presidente do Corinthians, Osmar Stábile, Guilherme Boulos e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva devem assinar um contrato em relação a essa negociação.
Após o vazamento dessa informação, outros clubes se sentiram prejudicados, uma vez que o Governo Federal cortou os patrocínios, mas não ofereceu alternativas viáveis para compensar a perda dessas receitas.
Dirigentes de clubes brasileiros consideram tomar medidas judiciais para impedir o acordo, que a Caixa Econômica afirma ter cláusulas de sigilo, impossibilitando maiores esclarecimentos sobre o assunto.
Além disso, os clubes podem se mobilizar junto a seus torcedores contra o atual governo, mesmo antes da votação do segundo turno das eleições.
A decisão do Governo Federal de encerrar as Bets foi, segundo fontes, uma estratégia para conquistar votos do eleitorado evangélico, que se opõe a esses jogos, mas a medida gerou insatisfação entre muitos torcedores de futebol.
É importante destacar que o Estádio do Corinthians foi construído com recursos públicos, após negociações que envolviam a liberação de um financiamento, prometendo que a arena seria utilizada na Copa do Mundo de 2014, que teve o Brasil como sede.

