CBF gera polêmica ao criar exceção na convocação da Seleção para Flamengo e Palmeiras
Resumo: A CBF gerou polêmica ao proteger Flamengo e Palmeiras na convocação da Seleção Brasileira, que estão na disputa pelo título do Brasileirão. Enquanto os líderes foram poupados, seis atletas de outros clubes foram chamados, gerando debate sobre a isonomia no torneio.
A CBF encontrou uma maneira controversa de argumentar a favor da isonomia no Campeonato Brasileiro: criando uma exceção para Flamengo e Palmeiras. Os dois clubes não tiveram jogadores convocados por Carlo Ancelotti para os amistosos contra Japão e Singapura, em novembro, justamente porque disputam o título.
A decisão da entidade parece priorizar os interesses dos líderes da tabela, deixando de lado o impacto que isso gera nas outras equipes, que também têm suas próprias batalhas, seja contra o rebaixamento ou em busca de vagas em competições continentais.
O critério atual limita a convocação a um jogador por clube da Série A. Contudo, a exceção fez com que Flamengo e Palmeiras não tivessem nenhum representante na lista, enquanto seis jogadores de outros times, como Danilo, do Botafogo, foram convocados.
Essa justificativa de proteção ao título parece conveniente, mas levanta questões sobre a verdadeira isonomia. A competição não envolve apenas os que lutam pelo troféu. Outros clubes também podem sofrer consequências severas com a perda de jogadores por convocação.
A CBF, ao que parece, estabeleceu uma hierarquia de interesses, oferecendo uma proteção especial aos protagonistas da parte de cima da tabela, enquanto outros clubes ficam à mercê das consequências da convocação.
A isonomia não pode ter dois pesos
Esse cenário levanta a pergunta: se Flamengo e Palmeiras merecem essa proteção por brigarem pelo título, por que essa preocupação não se estende aos clubes que lutam para permanecer na Série A?
A Data Fifa terá jogos contra o Japão, no dia 14, e Singapura, no dia 17, ambos no país asiático. O Brasileirão será paralisado nesse período, mas isso não elimina o debate sobre a adoção de critérios que favoreçam apenas alguns clubes.
Embora a CBF proclame o equilíbrio, na prática, a decisão cria distinções entre os clubes que disputam o mesmo campeonato. Chamar isso de isonomia não transforma privilégio em justiça esportiva; apenas dá um nome elegante a uma escolha que parece conveniente.

