A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) decidiu não financiar mais publicações que monitoram casos de LGBTfobia e racismo no futebol brasileiro. A informação foi divulgada neste sábado (7) por Alícia Klein, do UOL.
A medida afeta o trabalho de dois núcleos de monitoramento: o Observatório da LGBTfobia no futebol, desenvolvido pelo Coletivo de Torcidas Canarinhos LGBTQ+, e o Observatório da Discriminação Racial no Futebol.
O anuário sobre LGBTfobia, que teve seu primeiro lançamento em 2022 com apoio financeiro integral da CBF durante a gestão de Ednaldo Rodrigues, teve seu financiamento apenas parcial em 2025. Contudo, para a edição de 2026, o coletivo foi informado de que não haveria novo patrocínio.
Além do anuário, outras iniciativas do grupo, como o II Seminário Baiano de Combate à LGBTfobia e o Festival LGBTricolor, também ficaram sem apoio financeiro.
Em resposta à reportagem, a CBF declarou que está desenvolvendo estruturas e processos para avaliar projetos sociais. A entidade acrescentou que não recebeu um projeto formal considerado adequado após o último repasse, nem uma prestação de contas detalhada dos recursos anteriormente destinados.
A decisão é preocupante, especialmente considerando as declarações de Samir Xaud, presidente da CBF, sobre o compromisso da entidade com a diversidade. Em junho de 2025, durante o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, Xaud afirmou que a CBF mantinha diálogo com o Coletivo de Torcidas Canarinhos LGBTQ+ para promover um ambiente mais inclusivo no futebol brasileiro.

