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Brasil e Argentina firmam acordo para combater racismo e violência no futebol, visando Copa do Mundo Feminina de 2027

A colaboração entre Brasil e Argentina visa criar um ambiente mais seguro e inclusivo nos estádios, especialmente em preparação para a Copa do Mundo Feminina de 2027.

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Brasil e Argentina firmam acordo para combater racismo e violência no futebol, visando Copa do Mundo Feminina de 2027

O Ministério Público brasileiro e o órgão equivalente da cidade de Buenos Aires firmaram um acordo de cooperação para combater a violência e a discriminação em eventos esportivos. A assinatura ocorreu em 5 de novembro durante reunião do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG), no Museu da Misericórdia, no Centro Histórico de Salvador.

A parceria prevê o intercâmbio de experiências e ações voltadas à prevenção do racismo, xenofobia, violência de gênero e outros tipos de discriminação nos estádios. Além disso, o acordo estabelece medidas para melhorar a segurança em eventos esportivos e prevenir conflitos entre torcidas organizadas, com foco especial na proteção de crianças e adolescentes.

O documento também prevê a realização de visitas técnicas, reuniões, atividades de formação e estudos conjuntos, bem como o compartilhamento de protocolos e metodologias de segurança.

Preparação para a Copa do Mundo de Futebol Feminina de 2027

A cooperação considera a preparação para a Copa do Mundo de Futebol Feminina de 2027, que será realizada no Brasil. A iniciativa busca fortalecer a articulação entre as instituições responsáveis pela segurança e proteção dos torcedores durante grandes eventos esportivos.

O presidente do CNPG, Pedro Maia, ressaltou que a parceria amplia a capacidade de atuação das instituições no enfrentamento à violência no futebol e permite o compartilhamento de experiências com a Argentina. Herbet Santos, presidente do Grupo Nacional de Prevenção e Combate à Violência nos Estádios (GNCOVE), destacou a expectativa de transformar o acordo em ações concretas contra o racismo, xenofobia e violência física e de gênero.

O procurador-geral da cidade de Buenos Aires, Javier Martín Zavaleta, enfatizou a importância da cooperação entre os dois países, afirmando que “a luta contra o racismo é uma luta de todos”. O documento foi assinado pelo CNPG, pelo GNCOVE e pelo Ministério Público Fiscal da Cidade Autônoma de Buenos Aires (MPF CABA), com a possibilidade de adesão dos Ministérios Públicos estaduais interessados.