O Vila Nova perdeu a liderança da Série B ao sofrer uma vergonhosa derrota para o São Bernardo, mas o comandante da equipe, Hugo Bravo, transferiu a responsabilidade para a arbitragem. O destaque negativo foi o jogador Hayner, expulso logo aos 15 minutos do segundo tempo após um gesto obsceno para a torcida adversária. Além disso, as escolhas do técnico Guto Ferreira questionáveis na etapa final contribuíram para a má atuação do time.
A expulsão de Hayner e a falha defensiva que resultou em um gol no último lance da partida evidenciam a fragilidade do Vila. O São Bernardo, que já não luta por mais nada na competição, superou o líder em um resultado que ecoa as derrotas passadas do time, relembrando uma derrota recente para o ABC, que, à época, também não disputava nada e ainda assim venceu o Vila Nova, que buscava ascender à elite do futebol.
Papelão do Atlético
No Atlético Goianiense, a situação não é muito melhor. O presidente Adson Batista injetou cerca de R$ 7 milhões para regularizar os salários, premiações e direitos de imagem que estavam atrasados, mas o time falhou ao ser derrotado em casa pelo Novorizontino. Com essa derrota, o Atlético caiu para a oitava colocação, fora do G6, e precisa se reerguer rapidamente para tentar reconquistar uma vaga nos playoffs de acesso à Série A.
Após a reclamação pública dos jogadores pelos atrasos, Adson publicou uma nota ironizando o elenco, questionando o desempenho nas últimas partidas e lembrando os tropeços que culminaram na derrota. O ambiente no clube parece cada vez mais tenso, especialmente após declarações anteriores de Adson, que revelou que não gosta de jogador de futebol e enfrentou confrontos com o goleiro Paulo Vitor após a partida contra o Goiás.
CURTAS
- O Goiás jogará amanhã em Fortaleza, mas o técnico Mozart Santos parece se apegar a uma chance matemática remota de classificação, o que já levanta discussões sobre o planejamento para 2027 na Série B.
- A torcida do Vila Nova atravessou quase mil quilômetros de volta a Goiânia após a derrota, um sofrimento que parece ser parte do DNA do clube.
- O médico Sérgio Rassi, da oposição no Goiás, afirmou ser praticamente impossível concorrer às eleições presidenciais do clube em dezembro, contando que a fidelidade política tem forte presença no Conselho Esmeraldino.
- A situação no Goiás continua tensa, com Paulo Rogério Pinheiro alegando que não pode ser responsabilizado pelo desempenho do time nesta Série B e se mostrando ausente na rotina do time.

