O mercado de transferências do futebol feminino teve um crescimento significativo neste ano, com a negociação de 1.406 jogadoras, representando um aumento de 19% em relação ao mesmo período de 2025, conforme levantamento divulgado pela Fifa nesta quinta-feira (3). Este é o terceiro ano consecutivo que mais de mil atletas são transferidas entre clubes internacionais.
Os valores envolvidos nas transações também impressionaram, mais que dobrando de US$ 12,3 milhões para US$ 28,6 milhões, o que equivale a aproximadamente R$ 146 milhões. Dentre as transferências que contribuíram para esse montante, destaca-se a brasileira Kerolin, atacante de 26 anos, que foi negociada pelo Manchester City para o Barcelona por cerca de US$ 1,7 milhão (R$ 8,7 milhões).
Faltando menos de um ano para a próxima Copa do Mundo, que ocorrerá no Brasil, o mercado interno brasileiro não exportou muitas jogadoras. Nesta janela, apenas 20 atletas deixaram o país, sendo 14 delas para nações com menos tradição no futebol feminino, como Israel (5), Portugal (3), além de Arábia Saudita, Albânia e Macedônia do Norte (2 cada).
Em termos de movimentação financeira, o Brasil ocupou a 20ª posição em quantidade de transferências, mas foi 11º em receitas, com a entrada de US$ 748 mil (R$ 3,8 milhões), uma marca recorde. Comparando com anos anteriores, em 2024 foram US$ 242 mil (R$ 1,2 milhão) e em 2025, US$ 224 mil (R$ 1,1 milhão).
No que diz respeito ao investimento, o futebol feminino brasileiro manteve um gasto relativamente baixo em atletas que atuam no exterior, totalizando apenas US$ 39,9 mil (R$ 204,6 mil).
Transferências na Europa
Na Europa, assim como no masculino, os clubes foram ativos em termos de negociações. A Inglaterra liderou, com um grande número de atletas transferidas, seguida pelos Estados Unidos, Itália, Alemanha e Espanha. Os clubes britânicos foram os que mais contrataram jogadoras de outros países, totalizando 125 atletas contratadas e 95 atletas vendidas, resultando em um investimento de US$ 7,95 milhões e receitas de US$ 3,97 milhões.
O país que se destacou nas vendas foi a Suécia, que conseguiu negociar 30 jogadoras, gerando um faturamento de US$ 4,19 milhões.
Fora da Europa, os Estados Unidos se destacaram como o país que mais arrecadou com vendas, com total de US$ 1,32 milhão. Na América do Sul, a Colômbia foi a segunda colocada, com receitas de US$ 20,4 mil.

