A Uefa, a Confederação Asiática de Futebol (AFC) e a Concacaf criticaram novamente o presidente da Fifa, Gianni Infantino, em uma carta conjunta dirigida à “família do futebol” nesta segunda-feira (10). As confederações afirmaram que o esporte “não pertence a nenhum indivíduo” e solicitaram uma revisão totalmente independente da proposta de venda de participação nos direitos comerciais da Copa do Mundo.
Embora Infantino não seja mencionado diretamente, as críticas se dirigem à maneira como a Fifa lidou com a iniciativa, que foi abandonada. O documento enfatiza que “a liderança no futebol não é uma posse”, mas sim um “dever de serviço” para com aqueles que confiam na entidade.
Na carta, Uefa, AFC e Concacaf também contestaram a versão da Fifa sobre os acontecimentos, alegando que a entidade minimizou os erros cometidos ao tratar o caso como uma falha de comunicação. Para elas, o problema foi mais grave, sendo um exemplo de “falha de discernimento” ao apresentar a proposta de forma precipitada e sem consulta adequada às federações-membro.
As confederações ressaltaram que o debate não envolve apenas aspectos financeiros, mas também a “integridade do jogo” e a responsabilidade dos líderes no futebol. Elas defendem que a investigação deve ser conduzida por uma entidade terceira e independente, excluindo a própria administração da Fifa.
Pressão sobre Infantino aumenta
A nova manifestação de Uefa, AFC e Concacaf intensifica a pressão sobre Infantino, que já enfrenta críticas de diversos setores do futebol e autoridades políticas. O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, já havia chamado atenção para a conduta do dirigente, classificando-o como “a pessoa errada” para liderar a Fifa e criticando a proposta de abrir parte dos direitos comerciais da entidade.
Além disso, a Uefa havia expressado publicamente sua insatisfação, destacando que a confiança na liderança da Fifa foi abalada. Embora as confederações deixem claro que não são contra decisões coletivas, como a expansão da Copa do Mundo ou a distribuição de vagas, elas questionam a maneira como decisões de grande impacto foram conduzidas.
A crítica dessas confederações pode ter um impacto significativo em futuras tomadas de decisões dentro da Fifa, ressaltando a necessidade de transparência e compromisso com a integridade do futebol.

