A Uefa reafirmou seu boicote à Copa do Mundo da Fifa e a desconfiança em relação ao presidente da entidade, Gianni Infantino, mesmo após um pedido de desculpas. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (6) à Sky News.
A entidade europeia informou que, embora a Fifa tenha se retratado sobre erros na tentativa de venda de suas ações, as condições necessárias para encerrar o impasse ainda não foram atendidas.
A Fifa, por sua vez, reconheceu que cometeu erros em sua tentativa de vender parte de suas ações a investidores privados, e enviou um pedido de desculpas formal a todas as 211 associações membros, admitindo o equívoco.
Motivos da tensão entre Uefa e Fifa
A crise entre as entidades teve início no dia 28 de agosto, quando a Fifa anunciou a intenção de vender parte de suas ações visando gerar mais receita. A Uefa reprovou imediatamente o plano, ameaçando boicotar qualquer evento da federação.
Desde então, a Uefa tem liderado um movimento crítico aos planos da Fifa, que pode resultar na saída do atual presidente. O boicote pode até levar à ausência de seleções europeias na Copa do Mundo Feminina Sub-20, marcada para setembro na Polônia.
Resistência à expansão de torneios
A Confederação Europeia também se opõe à expansão da Copa do Mundo e critica a ideia da Copa do Mundo de Clubes. De acordo com a Uefa, essas competições estão programadas para períodos de férias, o que compromete o descanso dos atletas e é percebido como prejudicial para muitos clubes.
Informações do site talkSport indicam que a Uefa pode articular um boicote à Copa do Mundo de Clubes de 2029, com o apoio da Associação de Clubes Europeus (ECA). A Concacaf e a Confederação Asiática de Futebol também se uniram contra a proposta da Fifa.

