Após o presidente da Fifa, Gianni Infantino, decidir engavetar a proposta de vender parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo, a Uefa anunciou a manutenção do boicote às competições da entidade. Em comunicado oficial divulgado nesta quinta-feira (6), a confederação europeia destacou que as condições para o retorno incluíam a retirada da privatização das principais competições e a garantia de que tais tentativas não se repetiriam, afirmação que não foi cumprida, segundo a Uefa.
Na quarta-feira (5), Infantino emitiu um pedido de desculpas pela forma como o projeto foi tratado, mas a Uefa reiterou sua insatisfação. “As associações da Uefa foram muito claras quanto às condições associadas à não participação em competições da Fifa”, diz o comunicado. Em nota, a Uefa afirmou ter perdido a confiança na administração de Infantino e que essa posição permanece inalterada.
A Uefa também indicou que realizará uma investigação independente para avaliar se os valores propostos no projeto estavam abaixo do esperado, sugerindo possíveis favorecimentos.
Conmebol reafirma neutralidade em relação à Fifa
Enquanto a Uefa mantém uma postura firme contra a Fifa, a Conmebol optou por uma posição neutra. Em nota divulgada, a confederação sul-americana celebrou a decisão da Fifa de não prosseguir com a proposta Fifa Forward Enterprise. No entanto, expressou preocupação com ações unilaterais adotadas sem diálogo. A Conmebol pediu um fortalecimento do diálogo e o pleno respeito pelos mecanismos de governança, sem mencionar nomes ou atos específicos de Infantino.



