O jornal britânico The Times pediu desculpas à Fifa e ao presidente da entidade, Gianni Infantino, após reconhecer erros em uma reportagem publicada em 13 de outubro. O veículo voltou atrás em duas acusações, uma delas relacionada ao recebimento de um suposto segundo salário pelo dirigente e a outra envolvendo a compra de um imóvel em Miami por um valor abaixo do mercado.
A retratação foi divulgada na terça-feira e repercutida pela Fifa em comunicado oficial. O jornal afirmou que Infantino não recebe uma segunda remuneração da instituição, como havia sido informado inicialmente. Além disso, esclareceu que os reembolsos recebidos pelo presidente não precisam constar no relatório anual da Fifa como remuneração, segundo as regras suíças de divulgação financeira.
Correção sobre a propriedade em Miami
A segunda correção do The Times refere-se à suposta compra de uma propriedade em Miami. A publicação original havia associado Infantino à aquisição do imóvel por um preço inferior ao seu valor de mercado. Na retratação, o veículo admitiu que o presidente da Fifa não realizou a compra e que nem ele nem seus familiares têm participação legal ou beneficiária na empresa mencionada na reportagem.
O jornal ainda afirmou que a família de Infantino não exerce controle sobre a companhia, contradizendo informações anteriores. Assim, ao reconhecer os erros, o The Times formalizou um pedido de desculpas ao dirigente e à Fifa.
Fifa se pronuncia sobre a repercussão
Após a retratação, a Fifa divulgou uma nota classificando a reportagem original como incorreta e prejudicial à imagem da instituição. A entidade reitera uma posição já apresentada em agosto, sobre a crença de que há uma campanha coordenada para enfraquecer sua gestão e a imagem de Infantino, embora não tenha identificado os responsáveis pela iniciativa.
A Fifa também pediu maior rigor da imprensa na verificação de informações antes da publicação de acusações contra dirigentes e instituições. “A Fifa aceita o escrutínio legítimo, mas isso não autoriza a divulgação de acusações falsas”, afirmou a entidade, em comunicado.

