O jogador Kylian Mbappé foi incluído em uma lista com 26 potenciais alvos de sequestro e invasão de domicílio, conforme investigações realizadas pelo jornal francês Le Parisien. O caso levanta uma preocupação sobre a segurança dos atletas, especialmente em um contexto onde tentativas de sequestro têm sido relatadas em diversas partes do mundo do futebol, incluindo o Brasil.
O drama do pai de Luis Díaz na Colômbia
Casos de sequestro também impactam diretamente familiares de atletas em atividade. O pai do atacante Luis Díaz, do Liverpool, Luis Manuel Díaz, passou 13 dias sob poder de sequestradores em 2023. O ataque ocorreu em 28 de outubro em Barrancas, na Colômbia, e foi atribuído ao grupo guerrilheiro Exército de Libertação Nacional (ELN). Ele foi libertado em 9 de novembro, após negociações de segurança que envolveram comissões humanitárias.
Casos emblemáticos no futebol brasileiro
No Brasil, sequestros envolvendo ex-jogadores e familiares de atletas têm marcado a história recente do esporte. Confira alguns episódios de grande repercussão:
- Marcelinho Carioca: Em dezembro de 2023, o ex-meia do Corinthians foi sequestrado em Itaquaquecetuba (SP) após sair de um show. Ele e uma amiga foram mantidos em cativeiro por cerca de um dia e libertados após ação da Polícia Militar.
- Maria de Lourdes (irmã de Ricardo Oliveira): O caso mais longo foi o de Maria, que foi sequestrada em outubro de 2006 e permaneceu 159 dias em cativeiro antes de ser encontrada pela polícia em março de 2007.
- Jorge Valdivia: Em junho de 2012, o meio-campista chileno, que atuava pelo Palmeiras, sofreu um sequestro relâmpago em São Paulo, sendo libertado algumas horas depois.
O falso sequestro de Somália no Botafogo
Um caso curioso no futebol brasileiro foi o “falso sequestro” do volante Somália. Em 5 de janeiro de 2011, ele não compareceu à reapresentação do Botafogo, alegando ter sido sequestrado. No entanto, a investigação revelou contradições. Somália admitiu depois que criou a história para justificar o atraso, uma tentativa de evitar uma multa do clube por falta sem justificativa.
O atleta foi indiciado por falsa comunicação de crime e celebrou um acordo com o Ministério Público, doando R$ 22 mil em cestas básicas. Após o episódio, perdeu espaço no elenco e foi negociado no ano seguinte.

