Sarinha, volante da Seleção Brasileira Sub-17, relembra a trajetória que a levou a representar o Brasil na Copa do Mundo no Marrocos, destacando o papel crucial de sua família nesse processo. Desde os seis anos, quando decidiu jogar futebol, a atleta e seus pais deixaram Cuiabá, no Mato Grosso, em busca de melhores oportunidades em São Paulo.
“Minha família toda se mudou por um sonho. No início, minha mãe ficou durante um ano comigo e com os meus dois irmãos, enquanto meu pai trabalhava em Cuiabá para nos sustentar”, explica Sarinha, que reconhece o esforço e sacrifício de seus familiares. Ela tem como propósito retribuir todo apoio que recebeu, buscando dar orgulho a quem sempre acreditou nela.
Início do sonho
O contato inicial com o futebol aconteceu nas brincadeiras com seu pai e tio. Desde cedo, Sarinha manifestou o desejo de ser jogadora, sendo apoiada por sua família. Natural de Cuiabá, ela começou sua jornada no futsal da escola, enfrentando a resistência da época em que o futebol feminino ainda carecia de estrutura. Sarinha foi uma das pioneiras, inspirando outras meninas a se juntarem ao esporte.
Sarinha durante preparação da Seleção Brasileira Sub-17 para Copa do Mundo no Marrocos
Créditos: Fabio Souza / CBF
De Cuiabá para São Paulo
A busca por oportunidades levou a família de Sarinha a se mudar para São Paulo, onde a mãe pesquisou a melhor forma de continuar a formação da filha. O Centro Olímpico foi o escolhido, e a atleta passou por avaliações que resultaram em sua aceitação no projeto. De 2019 a 2021, Sarinha participou de importantes projetos e conquistou oportunidades significativas, como a convocação para o São Paulo.
Seleção Brasileira
A trajetória na base do futebol trouxe visibilidade e, em 2025, ela foi convocada para a Seleção Brasileira Sub-15, atuando como capitã na conquista do inédito título da Conmebol Liga Evolución. Em 2026, Sarinha se destacou na Copa Sul-Americana Sub-17. A convocação para a Copa do Mundo no Marrocos simboliza um momento de superação, pois a volante se recuperou de uma lesão que a afastou dos campos por três meses.
No próximo sábado (24), às 12h (horário de Brasília), o Brasil enfrentará a Noruega em um jogo crucial para avançar na competição. Sarinha acredita que a mentalidade competitiva do grupo fará a diferença na busca pelo título mundial. “Nosso maior poder é a nossa mentalidade, sempre competimos com garra e determinação”, destaca.

