Wayne Rooney criticou duramente Bruno Fernandes após as declarações do meia português que se seguiram à derrota do Manchester United para o Como, por 4 a 1, na Liga dos Campeões. O ex-atacante inglês considerou que Fernandes errou ao direcionar suas críticas para a equipe técnica e comparou sua atitude à de Lisandro Martínez.
Rooney: “Bruno Fernandes? Não podes ter jogadores a fazerem isto”
“Não podes ter os jogadores a fazerem isto. Isto não pode continuar a acontecer. Primeiro, foi o Martínez, agora, foi o Bruno… Um deles apontou o dedo a Jason Wilcox, o outro apontou o dedo ao treinador. Isto não pode continuar a acontecer. São jogadores enormes empregados por um clube”, afirmou Rooney no podcast ‘The United Stand’.
O ex-internacional inglês insistiu que os jogadores devem assumir mais responsabilidades dentro de campo. “Podes dizer que o Bruno tem razão ou não no que disse, mas tens de assumir responsabilidades em campo, perante um grupo de jogadores. Houve alturas em que eu e Sir Alex Ferguson não falávamos, mas eu passava por uma parede de tijolos por ele, porque queria jogar por mim mesmo, pelo clube, pelos adeptos”, acrescentou.
Rooney: “Estes jogadores são egoístas”
Rooney seguiu com críticas mais incisivas, afirmando que Bruno Fernandes e Lisandro Martínez são egocêntricos. “Estes jogadores são egoístas, só se importam com eles próprios, não se importam com os companheiros de equipa, nem com o treinador ou o staff”, explicou. “São como bebés, que se limitam a atirar os brinquedos fora e, depois, tentam apontar culpas a todos os outros. Têm de olhar para eles próprios, ser sinceros com eles próprios, e só depois olhar para as outras pessoas”.
As críticas de Rooney surgem após Bruno Fernandes ter questionado a estratégia do Manchester United na partida contra o Como, afirmando: “É responsabilidade do treinador e da equipa técnica ver o que se passa, não minha. Eu digo apenas que, por vezes, temos de ser mais corajosos na pressão, tentando assumir o risco de aplicar aquela pressão muito elevada e deixando-os desconfortáveis, tal como eles nos fizeram”.

