Real Madrid exige a renúncia de Javier Tebas após comparação a Goebbels
16 out
2026
– 12h25
(atualizado às 12h37)
O Real Madrid pediu a saída imediata de Javier Tebas da presidência de LaLiga e da vice-presidência da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF). A demanda ocorreu após o dirigente comparar a estratégia de comunicação do clube às técnicas de propaganda de Joseph Goebbels, ministro da Propaganda da Alemanha nazista.
Em nota oficial, o Real Madrid classificou as declarações como “absolutamente intoleráveis” e de “extraordinária gravidade”, acusando Tebas de parcialidade e perseguição institucional. As críticas surgem em um momento tenso, especialmente após a suspensão de Vinícius Júnior por quatro partidas, em decorrência de sua expulsão no confronto contra o Villarreal.
“Esse método lembra as técnicas de propaganda empregadas por Goebbels: repetição sistemática, construção de um inimigo e subordinação dos fatos à narrativa”, declarou Tebas. O dirigente alfinetou a postura da diretoria madridista e a atuação da televisão oficial do clube, sugerindo que os merengues manipulam imagens e geram suspeitas em suas comunicações.
O Real Madrid também criticou como Tebas utiliza informações e opiniões de jornalistas não afiliados ao clube para sustentar suas críticas, considerando isso um novo episódio de confronto com a instituição.
Caso Negreira
O comunicado do Real Madrid também se debruçou sobre o caso Negreira, apontando que a tentativa de Tebas em questionar as ações do clube e sua televisão sobre a investigação envolvendo o Barcelona é considerada grave. A equipe requisitou o esclarecimento completo dos pagamentos realizados pelo Barcelona ao ex-vice-presidente do Comitê Técnico de Árbitros.
Por fim, o clube reafirmou que a conduta recorrente de Javier Tebas demonstra falta de neutralidade, respeito e imparcialidade, o que é incompatível com as suas responsabilidades institucionais. Além disso, o Real Madrid continua defendendo mudanças profundas no futebol espanhol, buscando reformas no sistema de arbitragem e nas estruturas de governança do esporte.

