A pressão nos bastidores do futebol brasileiro está nas alturas. Em apenas 32 rodadas do Brasileirão 2026, a “guilhotina” já tirou 20 treinadores do comando de suas equipes, sinalizando um cenário de instabilidade e urgência por resultados.
Entre os técnicos que não resistiram, estão nomes de peso como Jorge Sampaoli, Tite, Hernán Crespo e Fernando Diniz, que acumulou duas demissões em clubes diferentes. A dança das cadeiras se intensificou, refletindo a falta de paciência dos clubes com planejamentos a longo prazo.
A cronologia das quedas
A instabilidade começou cedo nesta temporada, com Sampaoli deixando o Atlético-MG em fevereiro após a eliminação na Sul-Americana. Outros grandes clubes também optaram por mudanças logo nos primeiros meses:
- Fevereiro e março turbulentos: Fernando Diniz (Vasco) foi demitido após uma derrota em clássico, enquanto Juan Carlos Osorio (Remo) deixou o comando após perder a final do Estadual. O Flamengo demitiu Filipe Luís em uma decisão polêmica após uma goleada, devido a divergências de planejamento.
- Surpresas no mercado: Hernán Crespo foi desligado do São Paulo, mesmo com um aproveitamento superior a 60%. Tite não resistiu no Cruzeiro, e Juan Pablo Vojvoda teve sua passagem encurtada no Santos devido ao desempenho abaixo do esperado.
A instabilidade no meio da tabela e a luta contra o Z-4
Com o campeonato avançando, diversos treinadores enfrentaram pressões significativas, especialmente aqueles nas últimas posições da tabela:
- Chapecoense e Remo em desespero: A Chapecoense demitiu dois treinadores nesta competição, começando com Gilmar Dal Pozzo e depois Fábio Matias. O Remo seguiu a mesma estratégia, dispensando Léo Condé após ficar na vice-lanterna com 32% de aproveitamento, apenas meses depois da saída de Osorio.
- Gigantes do Eixo pressionados: O São Paulo trocou Roger Machado no meio do ano, sendo esta sua segunda mudança na temporada. O Botafogo dispensou Martín Anselmi e, depois, o português Franclim Carvalho. O Fluminense também demitiu Luis Zubeldía durante a disputa da Libertadores após um jejum de 8 jogos.
Reta final sangrenta
A impaciência continua na reta final da competição. Fernando Diniz foi novamente demitido, desta vez do Corinthians, após sete derrotas consecutivas, deixando o cargo na 29ª rodada, mesmo com Dorival Júnior já tendo passado pelo clube antes e sido dispensado.
No Grêmio, o português Luís Castro não aguentou os maus resultados e foi demitido na 27ª rodada. Paulo Pezzolano também deixou o Internacional após o time cair na zona de rebaixamento. O mais recente a ser dispensado foi Fernando Seabra, do Coritiba, após sete jogos sem vitória.
Confira a lista completa de demissões do Brasileirão 2026:
- Jorge Sampaoli (Atlético-MG)
- Fernando Diniz (Vasco)
- Juan Carlos Osorio (Remo)
- Filipe Luís (Flamengo)
- Hernán Crespo (São Paulo)
- Tite (Cruzeiro)
- Juan Pablo Vojvoda (Santos)
- Martín Anselmi (Botafogo)
- Gilmar Dal Pozzo (Chapecoense)
- Dorival Júnior (Corinthians)
- Roger Machado (São Paulo)
- Fábio Matias (Chapecoense)
- Renato Gaúcho (Vasco)
- Luis Zubeldía (Fluminense)
- Franclim Carvalho (Botafogo)
- Luís Castro (Grêmio)
- Léo Condé (Remo)
- Paulo Pezzolano (Internacional)
- Fernando Diniz (Corinthians)
- Fernando Seabra (Coritiba)

