Em agosto, a Premier League anunciou que os jogadores não se ajoelhariam mais antes de todas as partidas. Em vez disso, os atletas escolherão momentos específicos da temporada para realizar o gesto antirracista.
Como tudo começou
A iniciativa de se ajoelhar antes das partidas começou em maio de 2020, como um protesto contra a discriminação racial, impulsionado pelos protestos do movimento Black Lives Matter após o assassinato de George Floyd. O gesto simbólico foi realizado antes de todas as partidas até 2022, quando os capitães dos clubes decidiram que o ato seria feito apenas em momentos específicos da temporada, mediante acordo prévio.
Na temporada atual, os capitães concordaram em se ajoelhar apenas durante as rodadas de outubro, como parte da campanha “No Room For Racism”, que coincide com o Mês da História Negra no Reino Unido.
Qual a opinião dos jogadores?
O zagueiro Marc Guehi, do Manchester City, defendeu que mais ações são necessárias para combater o racismo no futebol. Antes da vitória por 3 a 2 sobre o Ipswich Town, ele, junto a outros jogadores, optou por não se ajoelhar. Em uma coletiva de imprensa, foi questionado se o ato de se ajoelhar havia perdido parte de seu significado.
“Para ser sincero, não tenho certeza”, respondeu Guehi. “A campanha e a mensagem continuam presentes, o que é ótimo. Precisamos ver como podemos dar continuidade à campanha.”
“Não creio que seja, necessariamente, uma questão ligada apenas ao futebol. É um problema social mais amplo, e o futebol serve como um farol de esperança para tentar difundir essa mensagem. Espero que, com o apoio da PFA (Associação de Jogadores Profissionais) e da Premier League, possamos avançar”, completou.
Como parte da campanha “No Room For Racism”, jogadores de todos os 20 clubes da liga participaram de um vídeo celebrando a diversidade no futebol e destacando a responsabilidade de todos em combater a discriminação racial.
Além disso, os atletas colaboraram na criação de materiais educativos da campanha, que são distribuídos em mais de 19 mil escolas de ensino fundamental na Inglaterra e no País de Gales, ensinando sobre a importância da diversidade e o aprendizado com pessoas de diferentes origens.

