Marcas esportivas estão cada vez mais interessadas em talentos do futebol ainda nas categorias de base, ampliando a aproximação com atletas jovens. Esta mudança de estratégia incorporou a visibilidade nas redes sociais como um elemento crucial na construção da imagem dos jogadores e na relação com os consumidores.
Em entrevista, Alexandre Vasconcelos, gerente regional da Flashscore no Brasil, ressaltou que a transformação digital alterou a maneira como as empresas identificam promessas do esporte e planejam contratos de patrocínio. Ele destacou a importância de cuidar da formação esportiva de jovens, principalmente quando se estabelecem vínculos comerciais antes da adolescência.
Empresas como Nike e Adidas historicamente buscavam se vincular a jogadores promissores antes da transição para o futebol profissional. Essa abordagem visava acompanhar o desenvolvimento dos atletas e garantir relações comerciais duradouras. Exemplo disso são Neymar e Rodrygo, que firmaram contratos com a Nike aos 13 e 11 anos, respectivamente.
Nos dias atuais, a presença digital dos jovens atletas oferece uma nova dimensão a esse processo. Vasconcelos afirma que os jogadores conseguem construir suas audiências nas redes sociais, criando conteúdos que aumentam sua exposição para além das partidas. Essa visibilidade pode facilitar a atração de patrocinadores e chamar a atenção de observadores técnicos.
Além disso, a avaliação comercial dos jovens jogadores agora considera não apenas o potencial esportivo, mas também a capacidade de influenciar públicos. Marcas têm a oportunidade de estabelecer relações com esses jovens antes que alcancem o auge de suas carreiras.
Por fim, Vasconcelos destacou que a influência digital pode impactar diretamente as decisões de consumo dos jovens, que se inspiram nos atletas para a escolha de produtos esportivos. Contudo, ele também sublinhou que a contratação de crianças deve ser feita com responsabilidade, dado o aumento das responsabilidades familiares e profissionais envolvidas.

