Vasco e Internacional têm que reavaliar elencos para a Série A de 2027
A partir de 2027, os clubes da Série A do Campeonato Brasileiro poderão relacionar no máximo oito jogadores estrangeiros por partida, caindo de nove atualmente. A mudança, determinada pela CBF, visa valorizar a participação de atletas brasileiros sub-23, mas já impacta o planejamento de nove equipes que ultrapassam esse limite, como Internacional e Vasco, que têm 12 jogadores estrangeiros cada.
Um levantamento realizado em setembro aponta que os clubes mais afetados incluem Botafogo e Athletico-PR, com 11 estrangeiros, e Flamengo e Grêmio, que possuem 10. Atlético-MG, Bahia e Fluminense têm nove. O objetivo da CBF é reduzir gradualmente até cinco jogadores estrangeiros por jogo em 2030.
Embora a nova regra não exija necessariamente que os clubes dispensam jogadores, a aplicação da regra à súmula obrigará as equipes a gerenciar cuidadosamente a presença de estrangeiros a cada rodada. Manter atletas fora da lista pode ter implicações financeiras significativas, especialmente se os contratos forem elevados, tornando o planejamento de contratações e renovações ainda mais crucial.
Excesso de estrangeiros exige planejamento
No Vasco, a situação é complicada, já que o clube possui quatro jogadores acima do limite de 2027. Nomes como Pumita Rodríguez, Santiago Sosa e Facundo Colidio estão entre os estrangeiros que ajudam a compor esse número. No Internacional, a realidade não é muito diferente, com 12 estrangeiros, mas algumas saídas naturais podem ocorrer ao final da temporada, como os casos de Gabriel Mercado e Sergio Rochet.
Flamengo também precisa ajustar
O Flamengo, com dez estrangeiros em seu elenco, terá que deixar dois fora da relação para se adequar à nova regra. Nomes como Arrascaeta, Nicolás de la Cruz e Gonzalo Plata fazem parte desse grupo.
Futuro com regras mais rígidas
A situação deve se tornar ainda mais complicada em 2030, quando a CBF permitirá apenas cinco estrangeiros por jogo, representando uma redução de quatro vagas em relação ao presente. Os clubes precisarão se adaptar a uma nova realidade, onde as contratações internacionais devem ser ponderadas com as restrições de vagas disponíveis.
Com essa nova regra impactando diretamente as estratégias das equipes, as próximas movimentações no mercado de transferências, processos de naturalização e os contratos que se encerram no final da temporada ganharão ainda mais relevância no planejamento da Série A.

