Novas regras reduzem cera e aumentam tempo de bola no Brasileirão
As mudanças implementadas para coibir o antijogo no Campeonato Brasileiro têm mostrado resultados expressivos. Desde a 23ª rodada, quando as novas regras entraram em vigor, o tempo de bola rolando aumentou em quase cinco minutos, passando de 53 minutos e 54 segundos para 58 minutos e 43 segundos, um crescimento de 5,9% na média de tempo efetivo de jogo.
Um levantamento do Gato Mestre revela que 38 punições foram aplicadas em 62 jogos disputados, destacando as novas disposições, como a “Lei Vini Jr.”. Essa regra, que visa coibir provocações entre jogadores, resultou em duas expulsões até o momento. A primeira foi de Arthur Cabral, do Botafogo, na derrota para o Vitória por 1 a 0, e a segunda de Breno Lopes, do Coritiba, em um lance do Athletiba contra o Athletico-PR, que terminou 3 a 3.
Cobranças e substituições têm limites
Outra mudança relevante determina que os jogadores têm cinco segundos para a cobrança de laterais e tiros de meta. Desde a adoção da regra, foram penalizadas quatro demoras, incluindo um incidente no Choque-Rei, onde o goleiro Carlos Coronel não respeitou o limite, resultando em um escanteio a favor do Palmeiras.
Além disso, os atletas têm 10 segundos para deixar o campo após a sinalização de substituição. Três casos já foram registrados em que os jogadores extrapolaram esse tempo, como no empate entre Internacional e Atlético-MG, quando Ruan deixou o gramado com atraso.
Atendimentos a goleiros caem 65%
Os atendimentos médicos aos goleiros também sofreram uma queda significativa de 65%. Antes das novas regras, houve 88 atendimentos em 215 partidas, enquanto após sua implementação foram apenas nove atendimentos em 62 jogos. Um caso notável ocorreu no jogo entre Vasco e Santos, quando o goleiro Gabriel Brazão não recebeu atendimento, mas Neymar foi obrigado a deixar o campo temporariamente.
Jogadores recusam atendimento
A nova regra gerou ainda outra reação curiosa: a recusa ao atendimento médico por parte de alguns jogadores para evitar saídas do campo. Em uma partida entre Remo e Coritiba, Marlon, do Remo, preferiu não receber atendimento após uma dividida, mantendo-se em campo.
Essas medidas estão transformando a dinâmica dos jogos, afetando não apenas as ações de antijogo, mas também a fluidez e o espetáculo proporcionado nas partidas do Brasileirão.



