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Morte de Netinho: ícone do axé que animou a Seleção Brasileira na Copa de 90

O cantor baiano deixou um legado marcante na música brasileira e na história das Copas do Mundo, sendo lembrado por sua energia contagiante e talento inigualável.

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Morte de Netinho: ícone do axé que animou a Seleção Brasileira na Copa de 90

O Brasil está de luto com a morte do cantor Netinho, confirmada nesta terça-feira (13). O artista, ícone do axé music, fez parte da trilha sonora da Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo de 1990, na Itália.

Neste Mundial, Netinho, que era parte da Banda Beijo, participou de um show em frente ao estádio Delle Alpi, em Turim, enquanto o Brasil disputava a fase de grupos. Essa performance se destacou por ser a primeira vez que um trio elétrico atravessou o continente europeu para realizar apresentações. Pedrinho da Rocha, criador do bloco, comentou que a Banda Beijo foi reconhecida pela prefeitura de Turim por sua contribuição na pacificação entre torcidas durante o torneio.

A morte de Netinho

O cantor enfrentava um linfoma não-Hodgkin do tipo B, que evoluiu para um quadro de falência renal e disfunção múltipla de órgãos. A assessoria de imprensa do artista lamentou seu falecimento nas redes sociais, descrevendo-o como “extraordinário, talentoso, sensível e inovador”. No comunicado, foi ressaltado que Netinho partiu tranquilo, conforme seu desejo nos últimos meses de tratamento, e levou consigo o sorriso dos fãs que se alegraram com sua arte.

A carreira de Netinho

Naturais de Santo Antônio de Jesus, na Bahia, Netinho se mudou para Salvador aos 10 anos, onde deu início à sua carreira musical. Ele fez sua estreia como cantor da Banda Beijo em 1988 durante o Carnaval e rapidamente ganhou destaque no Brasil com sucessos como “Beijo na Boca”. Além disso, lançou outras músicas icônicas, como “Estrela Primeira”, “Barracos” e “A vida é Festa”. Seu maior êxito, “Milla”, lançado em 1996, se tornou um clássico do axé music, três anos após sua carreira solo.