O jornalista Adroaldo Guerra Filho, conhecido como “Guerrinha”, faleceu aos 70 anos em Porto Alegre, na quarta-feira (28), após complicações de uma infecção pulmonar. Ele estava internado no Instituto de Cardiologia.
Com uma carreira de mais de 50 anos, Guerrinha dedicou 43 deles ao Grupo RBS, sendo uma voz respeitada no jornalismo esportivo. Ele começou sua trajetória no turfe, seguindo a paixão herdada de seu pai, Adroaldo Guerra, o “Vovô Guerra”, e se destacou na cobertura de diversas modalidades, especialmente o futebol.
Trajetória de Guerrinha na crônica esportiva
A carreira de Guerrinha teve início com a cobertura de corridas de cavalos e passou pelo Jornal Hoje, Folha da Manhã e Correio do Povo, antes de retornar ao Grupo RBS em 1983. Em 1993, ele começou a cobrir o Internacional e, em 1999, estreou na Rádio Gaúcha.
A partir de 2000, assinou a coluna “Guerra Total” no Diário Gaúcho e comandou programas como o “Paredão do Guerrinha”. Em 2004, tornou-se um dos principais comentaristas do programa Sala de Redação, consolidando sua popularidade no rádio gaúcho.
Seu estilo era marcado pelo carisma, frases de efeito e um humor ácido, conquistando tanto colorados quanto gremistas, assim como a famosa “Lei Guerrinha”.

Homenagens a Guerrinha
Após seu falecimento, o Grêmio emitiu uma nota oficial ressaltando a importância de Guerrinha, destacando seu legado “respeitado por todas as torcidas”. A Federação Gaúcha de Futebol (FGF) e o Grupo RBS também prestaram condolências, reconhecendo sua contribuição ao jornalismo e ao futebol no estado.
Ele deixa a esposa Kathia, as filhas Michelle e Karine, e os netos João Vitor, Manoela e Eduarda.

