A Premier League, a La Liga, a Serie A e a Bundesliga emitiram um comunicado conjunto nesta sexta-feira, exigindo “mudanças na FIFA”. As ligas afirmam que “o futebol precisa que a FIFA seja uma instituição forte”, o que só será possível caso o organismo “partilhe a responsabilidade, aceite o escrutínio e conquiste a confiança” das demais entidades do futebol.
A pressão sobre o presidente da FIFA, Gianni Infantino, aumentou após a polêmica proposta de venda do Mundial a investidores privados. Essa situação se intensifica com a proximidade do período eleitoral na FIFA.
O comunicado critica diretamente a gestão de Infantino, ressaltando que “as fundações do futebol têm, nos últimos anos, sido ameaçadas por um problema fundamental de governança”, especialmente devido à promoção de “ideias exploradoras” pelo dirigente ítalo-suíço.
As ligas defendem uma “nova FIFA” que seja “transparente, objetiva, proporcional e inclusiva”. Elas acreditam que este é um momento decisivo para definir não apenas quem liderará a FIFA, mas como essa liderança deve ser exercida.
Principais solicitações das ligas:
- 1. Papel real para as partes afetadas no processo de decisão: A FIFA deve estabelecer um órgão permanente que represente federações nacionais, ligas, clubes e jogadores, garantindo que decisões sobre calendário, empregos, competições e ativos essenciais sejam tomadas com o consentimento dos grupos afetados.
- 2. Tomada de decisões baseada em dados objetivos: Propostas de grande impacto devem ser sustentadas por justificativas claras, dados e análises independentes, com um amplo alcance para avaliar o impacto sobre todas as partes interessadas, incluindo jogadores, clubes, ligas e torcedores.
- 3. Proteção da função reguladora da FIFA: A FIFA deve garantir sua função reguladora em relação à sua atuação comercial, mantendo salvaguardas institucionais que preservem confiança e responsabilidade. Isso inclui garantir a independência dos órgãos responsáveis pela ética, supervisão financeira e processos eleitorais.
Essas reformas visam proteger os direitos e interesses do futebol, incluindo a gestão das principais competições da FIFA, como a Copa do Mundo, em benefício do esporte como um todo.



