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Ligas europeias criticam patrocínio da FIFA a empresa de VPN por riscos à transmissão de jogos

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Ligas europeias criticam patrocínio da FIFA a empresa de VPN por riscos à transmissão de jogos

A ExpressVPN será uma das patrocinadoras das fases finais da Copa do Mundo FIFA de 2026, um acordo que gerou polêmica entre organismos futebolísticos da França e da Espanha. A parceria inclui a presença da marca em painéis de LED ao redor do campo e uma ação promocional em Times Square, Nova York.

Entre as entidades que se manifestaram contra o patrocínio estão:

  • La Liga, responsável pelo Campeonato Espanhol;
  • o braço de mídia da Ligue de Football Professionnel, que organiza o Campeonato Francês;
  • Association for the Protection of Sports Programmes (APPS), que representa empresas de transmissão de esportes na França.

O presidente da La Liga, Javier Tebas, enviou uma carta ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, argumentando que a aprovação do patrocínio legitimaria uma empresa que facilita problemas de transmissão ao redor do mundo.

A polêmica sobre VPNs e transmissões esportivas

O cerne da controvérsia está no uso potencial das redes privadas virtuais (VPNs), como a ExpressVPN. Embora a plataforma seja mais conhecida por suas funções de cibersegurança, as VPNs são frequentemente utilizadas para acessar transmissões inacessíveis em determinadas regiões, o que é visto como uma forma de pirataria.

Essas ferramentas podem “mascarar” a origem da conexão do usuário, levando, por exemplo, a casos em que torcedores franceses assistiram a partidas do Campeonato Francês por meio de transmissões oferecidas por canais como a CazéTV, que eram gratuitas em comparação com as opções pagas disponíveis na França. Essa prática gera dificuldade para a identificação de usuários que utilizam as VPNs para esses fins.

A divulgação do patrocínio com a empresa de VPNs. (Imagem: Divulgação/FIFA)

Tebas enfatiza que a colaboração com uma empresa que facilita a pirataria de conteúdo esportivo representa uma mensagem negativa para todo o ecossistema do futebol. Já a APPS acusa a ExpressVPN de não ter implementado medidas de bloqueio eficazes na França e de contestar regularmente os pedidos de aplicação da lei.

A La Liga, por sua vez, está investindo em uma estratégia de combate à pirataria na temporada 2025/2026, incluindo parceria com o Google e ordens judiciais contra empresas como NordVPN e Proton VPN, a fim de bloquear o acesso a sites que transmitem jogos pirateados. No Brasil, seu foco está no combate ao uso de IPTVs.

Entidades esportivas na França também processaram a ExpressVPN, buscando rigor na proteção contra acessos a transmissões ilegais.

O que dizem as partes

A FIFA defende sua parceria com a ExpressVPN, afirmando que todas as patrocinadoras passam por uma revisão rigorosa de suas práticas comerciais, além de serem adotadas medidas para não prejudicar os detentores de direitos de transmissão. A empresa de VPN se manifestou, ressaltando que não foi considerada culpada de facilitar a pirataria em nenhuma jurisdição, conforme divulgado em nota ao site TechRadar.