Toque inicial»Seleção Brasileira»Justiça suspende jogo do Vasco contra o Boca Juniors no Maracanã e clube pede reverter decisão

Justiça suspende jogo do Vasco contra o Boca Juniors no Maracanã e clube pede reverter decisão

Decisão judicial gera polêmica e pode alterar a logística do confronto entre Vasco e Boca Juniors, com mais de 46 mil ingressos já vendidos.

Resumir com:
Compartilhar:
Justiça suspende jogo do Vasco contra o Boca Juniors no Maracanã e clube pede reverter decisão

A Justiça do Rio de Janeiro suspendeu a autorização para que o Vasco da Gama enfrente o Boca Juniors, da Argentina, no Maracanã, pela semifinal da Conmebol Sul-Americana. A partida está marcada para o dia 20 de outubro, às 21h30.

A decisão foi tomada pela desembargadora Suely Lopes Magalhães, da 1ª vice-presidência do Tribunal de Justiça do Rio. A medida acontece após um agravo do Consórcio Fla-Flu Serviços, que não teve a oportunidade de se manifestar anteriormente sobre a liberação do estádio.

O Vasco já apresentou um pedido urgente à desembargadora, buscando reverter essa decisão e restabelecer a autorização para jogar no Maracanã. A solicitação, datada de 10 de outubro, justifica que mudar o local da partida neste momento impacta diretamente na logística do evento, que já tem 46.014 ingressos vendidos.

O documento aponta que a transferência exigiria reestruturação significativa, como a revisão de setores, assentos, acessos, validade dos bilhetes e possíveis reembolsos. Além disso, ressalta a necessidade de adaptação para aproximadamente 250 profissionais de imprensa e o replanejamento de segurança, considerando o deslocamento de 50 a 60 ônibus de torcedores visitantes.

Liminar e medidas de segurança

A autorização inicial para o jogo no Maracanã havia sido concedida na última sexta-feira (9). No entanto, a decisão atual alerta para os riscos de segurança, uma vez que na mesma data ocorrerá uma partida de basquete entre Flamengo e Botafogo no Maracanãzinho, anexo ao Maracanã.

A desembargadora Suely Magalhães destacou que a realização dos dois eventos simultaneamente poderia comprometer a segurança pública, dada a confluência de torcidas rivais.

Enquanto isso, a decisão da Justiça não inviabiliza a realização da partida em si, mas restabelece o uso do Estádio Nilton Santos, que já foi considerado viável pela Polícia Militar para este tipo de evento.