Um em cada cinco jogadores que participou da Copa do Mundo de 2026 se transferiu para atuar em outro país após o torneio. O dado foi divulgado no Relatório de Transferências Internacionais da Fifa nesta quinta-feira (3). A janela de transferências encerrada no início deste mês movimentou US$ 9,89 bilhões (R$ 50,3 bilhões, na cotação atual).
Ao todo, mais de 12,5 mil transferências internacionais foram registradas na última janela, estabelecendo um novo recorde — o número anterior foi de 11,86 mil transferências no ano passado. Dos jogadores negociados no meio deste ano, 267 estiveram na Copa do Mundo.
Os clubes da Inglaterra lideraram os gastos, investindo US$ 3,02 bilhões (R$ 15,07 bilhões), o que representa quase um terço do total global. Em segundo lugar, estão os clubes italianos, com US$ 1,1 bilhão (R$ 5,6 bilhões), seguidos pela Espanha (R$ 4,8 bilhões), Alemanha (R$ 4,6 bilhões) e França (R$ 3,25 bilhões).
É importante ressaltar que esses valores se referem apenas a transferências internacionais. Negociações internas, como a saída de Bruno Guimarães do Newcastle para o Arsenal, não estão incluídas nos dados apresentados pela Fifa.
Quando consideradas as saídas, os clubes franceses foram os que mais receberam, totalizando US$ 1,7 bilhão (R$ 8,67 bilhões). Dentre essas transações, destacam-se a transferência de Barcola do PSG para o Liverpool, por R$ 827 milhões, e a saída de Ayyoub Bouaddi do Lille para o Manchester City, que se aproximou dos R$ 600 milhões.
Média de idade nas transferências internacionais se mantém
O relatório também indica que a média de idade dos jogadores negociados na última janela ficou em 24,4 anos, número que se mantém estável desde 2022. No entanto, há diferenças significativas entre os países: os clubes da Ucrânia apresentaram a média de idade mais baixa, de 21,7 anos, enquanto os clubes da Guatemala tiveram a mais alta, de 29,1 anos.

