A página de paródias @ovarbrasileiro aproveitou as redes sociais para fazer uma ironia em cima do Internacional, após a gafe do clube no julgamento de Victor Gabriel no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) na última terça-feira (28). O perfil publicou um vídeo que simula um pronunciamento oficial sobre a repercussão do ocorrido, lamentando por “prejudicar um grande clube como o Internacional”, antes de caírem em gargalhadas.
O VAR Brasileiro (@ovarbrasileiro) é conhecido por suas paródias de áudios entre árbitros e assistentes de vídeo, satirizando lances polêmicos do futebol nacional. O perfil, que possui mais de 100 mil seguidores, destaca em sua página que se trata de uma “Conta de Paródia” para evitar confusões.
Inter admite uso de áudio falso em defesa no STJD
A gafe do Internacional ocorreu durante a defesa de Victor Gabriel, acusado de um lance que lesionou Gabriel Pec, do Cruzeiro. O clube apresentou um áudio criado pela página @ovarbrasileirão como se fosse um registro oficial do VAR da partida de 22 de julho, válida pela Série A do Campeonato Brasileiro.
Na versão falsificada, o VAR sugeria a reversão de uma decisão de campo. No entanto, na realidade, no Estádio Beira-Rio, o árbitro Flavio Rodrigues de Souza sequer consultou o VAR e expulsou Victor Gabriel ao observar a gravidade da lesão de Pec.
O áudio falso foi utilizado pela defesa do Colorado para tentar minimizar a pena do zagueiro. Diante da contestação, o advogado do Inter admitiu que não tinha como confirmar a origem da gravação, solicitando que o material não fosse considerado no julgamento.
O STJD então pediu 24 horas para que a defesa do clube se pronunciasse oficialmente sobre a veracidade do áudio apresentado. Em uma nota oficial, o Sport Club Internacional e o escritório Cravo, Pastl e Balbuena Advogados Associados reconheceram a falha e afirmaram que, após 19 anos de parceria, o escritório “utilizou, na busca da defesa do atleta, um áudio que circulava nas redes sociais”.
A nota enfatizou que “jamais tiveram a intenção de praticar qualquer ato motivado por má-fé”, atribuindo a situação a uma “falha reconhecida na captação e utilização do conteúdo”. Tanto o clube quanto o escritório reafirmaram seu compromisso com a ética e a transparência no futebol.



