Presidente da FIFA propõe análise externa após pressão de confederações
Gianni Infantino, presidente da FIFA, anunciou uma proposta de revisão independente da governança da entidade. A decisão surge após forte reação de confederações, como a UEFA, contra o projeto que visava atrair investidores privados para negócios relacionados à Copa do Mundo. A medida tenta mitigar a crise e aumentar a transparência institucional em meio à pressão crescente, especialmente com a proximidade da eleição para a presidência da FIFA em março de 2027.
Em comunicação enviada às 211 associações filiadas, Infantino delineou duas principais ações: a realização de uma análise externa sobre a estrutura de governança e a criação de um processo de consulta com diversas confederações e grupos envolvidos no futebol. Ele também enfatizou a intenção de ampliar a transparência e a responsabilidade nas decisões da entidade.
A crise precede o plano “FIFA Forward Enterprises”, que enfrentou forte resistência e foi temporariamente retirado. Infantino destacou que a proposta nunca teve aprovação definitiva e afirmou que a FIFA não abriria mão de seu controle sobre decisões esportivas.
Investigação sobre Caso Balogun
Paralelamente, novas polêmicas surgem, incluindo um pedido de investigação sobre a reversão do cartão vermelho do atacante americano Balogun durante a Copa do Mundo, o que levanta questionamentos sobre os processos internos da FIFA. Informações do jornal britânico ‘The Sun’ indicam que a UEFA abriu três processos nos EUA relacionados a conflitos com a FIFA, enquanto dirigentes europeus defendem a necessidade de mudanças nas decisões estratégicas da entidade.
Com estas pressões, Infantino se prepara para a eleição da FIFA, mas até o momento não há adversários oficialmente declarados. A UEFA está em busca de um candidato capaz de articular diferentes confederações em prol de uma reforma na governança do futebol mundial.



